Com o objetivo de preparar as crianças para os desafios do mundo, o Unicolégio Araçatuba decidiu implementar a educação socioemocional em sua metodologia de ensino por meio do Programa Pleno.
“O Pleno é um programa que trata do socioemocional. Ou seja, é como os alunos tratam suas emoções. Assim como é possível aprender qualquer conteúdo, é possível trabalharmos com os alunos para que eles possam aprender a lidar com as emoções. A pandemia foi severa para o mundo em um modo geral, porém, arrisco dizer que foi mais severa para o aluno, já que ele foi privado do convívio social da escola e acabou tendo que ficar apenas em casa ‘fechado na própria caixa’. Os desequilíbrios emocionais gerados pela pandemia nos alunos são gravíssimos” , comenta Antonio Donizete, consultor pedagógico.
De acordo com ele, a iniciativa visa ainda auxiliar o aluno para que ele compreenda o mundo ao seu redor, construa seu próprio projeto de vida e tenha consciência do seu papel na sociedade. Por meio do Programa Pleno, as crianças e adolescentes conseguem desenvolver as habilidades socioemocionais definas pelo Casel (Collaborative for Academic, Social, and Emotional Learning), sendo elas, autoconhecimento, autorregulação, consciência social, habilidades de relacionamento e tomada de decisão responsável.
Ainda segundo o consultor, a função do programa será ensinar as crianças e adolescentes a lidarem com as emoções, “sejam emoções negativas como nervosismo, irritação e depressão ou as positivas” .
Programa inovador
O Programa Pleno faz parte de um mundo novo, altamente tecnológico e conectado, no qual inovar, é prioridade para os mais diversos setores, entre eles educação, saúde e economia, onde os cuidados com as emoções e sentimentos são essenciais. Um treinamento será aplicado para todos os funcionários do colégio, sem distinção, incluindo os porteiros e equipe de limpeza.
“Esse programa não envolve apenas os alunos, envolve a escola inteira, porém, os olhos são voltados totalmente aos estudantes. Através disso, eles começam a se enxergar e se identificar uns com os outros. Eles passam a sentir a escola mais leve, com menos tensões. Nossos professores também vão passar por uma formação de 30h no programa socioemocional para auxiliar os alunos e entenderem melhor as necessidades de cada um, para ajudar no que for necessário”, comenta Antonio.
A metodologia aplicada pelo programa aborda uma linguagem atualizada, alinhada aos novos contextos da educação e torna o programa de educação socioemocional o mais inovador do mercado, já que ele vai além de educar as emoções dos alunos; ele realiza um trabalho também com toda a comunidade escolar, inspirando mentes e formando cidadãos íntegros.
- Inovação: desenvolver uma jornada de educação integrada, única e dinâmica com materiais físicos e recursos digitais;
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Atualização:
linguagem e temática atuais e contextualizadas;
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Engajamento:
envolver estudantes, famílias, educadores e toda a comunidade escolar;
- Desenvolvimento integral: Formar jovens protagonistas a partir do desenvolvimento das competências e das habilidades socioemocionais e da construção do projeto de vida.
No Programa Pleno, a participação ativa dos alunos no próprio processo de desenvolvimento socioemocional é uma das grandes premissas. Assim, a abordagem ancora-se nas estratégias das metodologias ativas, com destaque para ABP (Aprendizagem Baseada em Projetos), onde os alunos desenvolvem projetos originais e realistas para solucionar problemas e desenvolver habilidades como ação e pensamento crítico, solução de problemas, pesquisa, análise, gestão de projetos, criatividade, colaboração, compreensão intercultural e comunicação.
O programa será aplicado em 1h aula por semana e tem como pilares de sustentação a aprendizagem baseada em projetos, educação socioemocional, ensino híbrido e a consultoria socioemocional.
O colégio ressalta ainda que esse método não é um trabalho de psicologia. “Nós não faremos de forma alguma uma sessão de terapia nem nada do tipo. O que nós queremos criar no Unicolégio é uma convivência mais integrada e saudável, para que os alunos tenham um alto nível de aprendizagem em tudo, e principalmente, ensiná-los a trabalhar em coletivo. Os alunos que fazem terapia devem continuar, não faremos trabalho de psicólogo ou terapeuta” , finaliza.
