Dormir sem escovar os dentes aumenta os riscos
Outro ponto destacado pela odontopediatra é a importância da escovação antes de dormir. Durante o sono, ocorre uma redução natural do fluxo salivar, diminuindo a capacidade de limpeza e proteção da boca.
Quando restos alimentares permanecem nos dentes, o ambiente se torna mais favorável ao desenvolvimento da cárie.
“Se for um evento isolado, uma única vez em que a criança dorme sem escovar os dentes, eu não vejo problema algum. Mas, se o hábito vira rotina da criança, isso pode trazer e aumentar os riscos de ter cárie”,
afirma.
Para Dr.ª Cleide, a participação dos pais é fundamental na construção desse hábito. A escovação deve fazer parte da rotina familiar, com acompanhamento e auxílio dos responsáveis, de acordo com a idade e a capacidade da criança.
Cuidados com a saúde bucal começam nos primeiros dentes
A odontopediatra também esclarece uma dúvida frequente entre os pais: quando começar a higienização da boca do bebê? Segundo a doutora, as recomendações odontológicas evoluíram e a limpeza rotineira da gengiva de bebês que ainda não possuem dentes não é necessária para prevenir cáries.
“Antigamente, as mães eram orientadas para que a gengiva dos bebês fosse limpa logo após a alimentação, a amamentação exclusiva. Nos dias de hoje, a odontologia, como ela evoluiu, isso já caiu por terra”,
explica.
A escovação deve começar com o nascimento do primeiro dente, utilizando escova apropriada e creme dental fluoretado na quantidade indicada para a idade, sob orientação profissional.
A especialista também ressalta que o leite materno, isoladamente, não deve ser considerado o responsável pelo surgimento de cáries. O risco está relacionado a um conjunto de fatores, incluindo a presença de dentes, bactérias, hábitos alimentares e higiene bucal.
Saúde bucal influencia o desenvolvimento infantil
Os cuidados com a boca vão além da prevenção das cáries. Alterações bucais podem interferir na mastigação, na mordida, no crescimento craniofacial e até na autoestima das crianças.
“A saúde bucal na infância vai além de evitar cáries. Como costumamos dizer, a saúde começa pela boca”,
ressalta Dr.ª Cleide.
Segundo a odontopediatra, o acompanhamento profissional permite identificar precocemente alterações que poderiam comprometer o desenvolvimento infantil, incluindo problemas relacionados à mordida e ao bruxismo.
Por isso, a avaliação odontológica não deve acontecer apenas quando a criança apresenta dor ou algum problema aparente.
Visitas regulares ajudam a prevenir problemas e reduzir o medo do dentista
Para a doutora, criar uma relação de confiança entre a criança e o odontopediatra desde os primeiros anos de vida é uma das principais estratégias para promover a saúde bucal. O acompanhamento preventivo permite orientar as famílias, identificar fatores de risco e tornar o ambiente odontológico mais familiar para os pequenos pacientes.
A especialista observa que muitas crianças chegam ao consultório com medo ou ansiedade, sentimentos que podem estar relacionados a experiências anteriores ou à influência do ambiente familiar.
“Mas a criança que não conhece, que não tem o hábito de visitar o odontopediatra regularmente, ela pode estar predisposta a ter medo e ansiedade”,
explica.
Na avaliação da Dr.ª Cleide, consultas periódicas contribuem para que a criança desenvolva uma relação mais tranquila com o atendimento odontológico, evitando que a primeira experiência aconteça em uma situação de dor ou urgência.
“As visitas trazem vantagens muito mais benéficas para as crianças e para as famílias”
,
conclui.
Agendamentos e informações podem ser obtidos pelo telefone e WhatsApp (18) 98195-3386 ou pelo Instagram @cleidemartinonodontopediatra.