Dificuldades de concentração, queda no rendimento escolar, irritabilidade, medo excessivo e problemas de aprendizagem podem gerar dúvidas entre pais e responsáveis. Em alguns casos, esses sinais podem estar relacionados ao TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), à ansiedade ou a dificuldades específicas de aprendizagem. Identificar corretamente o diagnóstico é fundamental para definir o acompanhamento mais adequado.
A psicóloga clínica Dra. Luciane Stella Corbi atua há mais de 11 anos com atendimento de crianças, adolescentes e adultos. Especialista em Psicologia Cognitivo-Comportamental, trabalha com casos de TDAH, ansiedade, fobias e dificuldades de aprendizagem, além de realizar avaliações neuropsicológicas.
Nem toda dificuldade escolar significa TDAH
O desempenho escolar pode ser influenciado por diferentes fatores, e uma criança que apresenta dificuldade de concentração, baixo rendimento ou problemas para realizar determinadas atividades não necessariamente tem TDAH.
A ansiedade, por exemplo, também pode interferir na atenção, na memória, na participação em sala de aula e na realização das tarefas. Da mesma forma, dificuldades específicas de aprendizagem podem exigir uma investigação própria para que sejam compreendidas e acompanhadas adequadamente.
Por isso, observar os comportamentos em diferentes situações é importante. Mudanças persistentes no desempenho escolar, dificuldades de interação, alterações emocionais ou prejuízos na rotina podem indicar a necessidade de uma avaliação profissional.
Avaliação ajuda a compreender cada caso
A avaliação psicológica e, quando indicada, a avaliação neuropsicológica permitem reunir informações sobre aspectos cognitivos, emocionais e comportamentais da criança ou do adolescente. Esse processo contribui para uma compreensão mais ampla das dificuldades apresentadas e pode auxiliar famílias, escolas e demais profissionais envolvidos no acompanhamento.
Para a profissional, a participação dos pais é fundamental para reconhecer mudanças no comportamento e buscar o suporte necessário.
“É importante observar com muita atenção, acolher e, diante de qualquer suspeita, buscar ajuda profissional”
, orienta.
A participação da família também é fundamental para o desenvolvimento do acompanhamento psicológico. Orientar os pais e fazê-los compreender a importância de sua colaboração no processo terapêutico é parte importante do trabalho.
“Fazer com que os pais entendam e colaborem com o processo da psicoterapia acaba exigindo ainda mais”
, afirma.
Além do acompanhamento profissional, atitudes adotadas no ambiente familiar podem contribuir para a saúde emocional das crianças, como manter uma comunicação aberta, oferecer tempo de qualidade, estabelecer limites, praticar a empatia e estar atento ao uso excessivo de telas e redes sociais.
“O cuidado contínuo, a atenção, a comunicação, o afeto e o tempo de qualidade com as crianças são práticas simples que podem fazer diferença. Os pais não precisam ser perfeitos, precisam estar atentos, ser presentes e disponíveis emocionalmente para seus filhos”
, destaca a Dra. Luciane.
O acompanhamento também pode envolver a integração entre família, escola e outros profissionais, permitindo que diferentes aspectos do desenvolvimento sejam observados e trabalhados de maneira conjunta.
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Instituto Corbi
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