Unisalesiano

Liga promove atividades sobre fisioterapia e reabilitação de pequenos e grandes animais

A abordagem preventiva também ganhou destaque, mostrando que a fisioterapia pode ser empregada antes mesmo do aparecimento de uma lesão

Unisalesiano
08/09/26 às 17h02
Foto: Divulgação

A Lemvi (Liga de Estudos de Medicina Veterinária Integrativa), do Curso de Medicina Veterinária do Unisalesiano de Araçatuba (SP), promoveu uma programação especial voltada à fisioterapia e à reabilitação animal. As atividades reuniram teoria e prática e proporcionaram aos acadêmicos contato com técnicas aplicadas tanto em pequenos quanto em grandes animais.

A iniciativa ampliou os conhecimentos dos alunos sobre uma área que pode atuar na recuperação funcional, na prevenção de lesões, na manutenção da mobilidade e na promoção do bem-estar animal, aproximando os participantes de diferentes possibilidades de atuação dentro da Medicina Veterinária.

Nos dias 14 e 15 de agosto, a programação contou com a palestra “Fisioterapia e Reabilitação em Pequenos Animais”, ministrada pelo médico-veterinário Fábio Carlini Martinez, no Unisalesiano. Durante o encontro, foram apresentados conceitos e técnicas de reabilitação, com maior enfoque em cães, devido à frequência de alterações ortopédicas, articulares e neurológicas nesses animais.

Entre os assuntos abordados estiveram a avaliação da postura, a distribuição do peso corporal e a análise da marcha. Os acadêmicos puderam compreender como alterações nesses aspectos podem indicar dor ou comprometimento de determinados membros e provocar compensações durante a movimentação do animal. A utilização de registros em câmera lenta também foi apresentada como ferramenta para observar assimetrias e outras alterações durante a caminhada.

O palestrante apresentou ainda técnicas como mobilização articular, alongamentos, massagens, liberação de pontos de tensão muscular e exercícios terapêuticos destinados ao fortalecimento, equilíbrio e recuperação dos pacientes. A hidroterapia também integrou o conteúdo, sendo apresentada como uma possibilidade para a realização de exercícios com menor impacto.

Outro aspecto discutido foi a reabilitação de animais com alterações neurológicas. Nesse contexto, foram apresentados exemplos envolvendo lesões medulares e sequelas de doenças, evidenciando a importância dos estímulos motores e sensoriais e, principalmente, da individualização do tratamento de acordo com as necessidades e a evolução de cada paciente. A participação dos tutores na continuidade dos exercícios em casa, na adaptação do ambiente e no controle do peso também foi ressaltada.

Prática

Além do conteúdo teórico, os acadêmicos acompanharam demonstrações práticas de avaliação biomecânica e reabilitação. Uma esteira foi utilizada para a observação da movimentação dos animais, permitindo identificar possíveis alterações na marcha e na postura.

Também foram demonstrados exercícios realizados com bola terapêutica, utilizados para estimular equilíbrio, coordenação motora e fortalecimento muscular. A experiência possibilitou aos estudantes visualizar como a análise do movimento pode contribuir para a identificação de alterações e para o direcionamento dos protocolos de reabilitação.

A programação da Lemvi também contemplou a fisioterapia de grandes animais, com conteúdo apresentado pela Mariana Carani sobre fisiologia do exercício e sua relação com a atuação fisioterapêutica.

Animais atletas

Durante a atividade, os acadêmicos conheceram aspectos relacionados às demandas metabólicas e fisiológicas decorrentes do exercício físico e à importância da fisioterapia em animais atletas. Nesse contexto, a área pode contribuir tanto para a prevenção quanto para a recuperação de lesões, além de auxiliar na manutenção do desempenho e da condição física.

Entre os objetivos discutidos estiveram a prevenção de lesões, a melhora da mobilidade e da condição física, a redução do período de afastamento após lesões e a promoção do bem-estar. A abordagem preventiva também ganhou destaque, mostrando que a fisioterapia pode ser empregada antes mesmo do aparecimento de uma lesão, com o objetivo de preservar o sistema musculoesquelético e a performance dos animais.

Os acadêmicos conheceram ainda diferentes recursos empregados na área, como crioterapia, massoterapia, mobilização articular, liberação miofascial e alongamentos passivos e ativos. No caso dos equinos, foi apresentado o Carrot Stretch, técnica na qual um estímulo, como uma cenoura, é utilizado para incentivar o próprio animal a realizar movimentos de alongamento, trabalhando flexibilidade e amplitude de movimento.

Na atividade prática realizada no dia 15 de agosto, os participantes acompanharam demonstrações de alongamentos e movimentos voltados à mobilidade e à flexibilidade, além de procedimentos de contenção para garantir a segurança do animal e da equipe. Também foram apresentados recursos complementares, permitindo aos acadêmicos relacionar os conhecimentos teóricos à rotina de atendimento de grandes animais.

Complementar

Por meio da Lemvi, os acadêmicos têm a oportunidade de aprofundar conteúdos e conhecer diferentes possibilidades de atuação dentro da Medicina Veterinária, complementando os conhecimentos adquiridos ao longo da graduação. Ao reunir profissionais e alunos em atividades teóricas e práticas, a Liga de Estudos de Medicina Veterinária Integrativa contribui para aproximar os futuros médicos-veterinários de diferentes abordagens relacionadas à prevenção, recuperação funcional e promoção do bem-estar animal.

Foto: Divulgação

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