Acessibilidade, inclusão e garantia de direitos das pessoas com deficiência precisam ultrapassar o que está previsto nas leis e estar presentes, de forma efetiva, na vida cotidiana. A reflexão é de Luziane Albuquerque, que chama a atenção para a necessidade de transformar os avanços conquistados em condições reais de autonomia e participação.
Luziane é engenheira de Produção pela Universidade Virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP) e administradora pelo Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ) . Possui mestrado em Geografia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e especialização em Docência para a Educação Profissional, Científica e Tecnológica pelo Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS).
A coordenadora também é especialista em Gestão Empresarial e de Recursos Humanos e em Gestão em Marketing para Turismo e Hotelaria , ambas pela AEMS.
Acessibilidade precisa existir na prática
Ao abordar a inclusão das pessoas com deficiência , Luziane ressalta que acessibilidade não deve ser compreendida somente a partir da existência de normas ou adaptações físicas.
“A acessibilidade não pode ser apenas uma lei escrita, uma rampa construída ou uma vaga demarcada. Ela precisa existir na prática e fazer parte da vida cotidiana.”
Na avaliação da coordenadora, os avanços alcançados por meio das políticas públicas de inclusão são importantes e precisam ser reconhecidos. Entretanto, ainda existem obstáculos que dificultam o pleno exercício dos direitos.
“Os avanços nas políticas públicas são importantes e devem ser reconhecidos, mas ainda existem barreiras físicas, sociais e atitudinais que impedem muitas pessoas de exercer plenamente seus direitos.”
Inclusão também significa autonomia
A reflexão destaca que o desafio vai além de oferecer acesso físico aos espaços. Para Luziane, é necessário criar condições para que as pessoas tenham autonomia, participação efetiva e liberdade de escolha .
“Por isso, o verdadeiro desafio é transformar direitos em realidade, estruturas em autonomia e inclusão em participação efetiva.”
Nesse processo, a acessibilidade deve ser entendida como parte do exercício da cidadania e não como concessão.
“Porque acessibilidade não é favor, privilégio ou benefício: é direito, é cidadania e é dignidade.”
Participar com liberdade e dignidade
Para Luziane, uma sociedade efetivamente inclusiva não pode se limitar a permitir a presença da pessoa com deficiência em determinado ambiente. A inclusão acontece quando são oferecidas condições para que todos possam ocupar seus espaços e participar da sociedade em igualdade.
“E uma sociedade verdadeiramente inclusiva não é aquela que simplesmente permite que a pessoa com deficiência entre, passe ou permaneça em um lugar. É aquela que garante que ela possa viver, participar, escolher e ocupar seu espaço com a mesma liberdade e dignidade que qualquer outra pessoa.”
A reflexão reforça a importância de uma acessibilidade efetiva, capaz de eliminar barreiras físicas, sociais e atitudinais e assegurar às pessoas com deficiência autonomia, participação, cidadania e dignidade.
Texto/reflexão: Luziane Albuquerque
