O Amazonas registrou 540 novos focos de incêndio em apenas 48 horas, segundo dados do painel Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número corresponde a mais da metade dos registros contabilizados durante todo o mês de outubro de 2025, quando o estado teve 874 focos ao longo de 31 dias.
O avanço das queimadas levou à mobilização de equipes municipais, estaduais e federais para combater o fogo e prestar assistência à população atingida. A situação também provocou o agravamento da qualidade do ar em Manaus e contribuiu para o reconhecimento de emergência em 36 municípios amazonenses.
Amazonas teve 494 novos focos de incêndio em um único dia
O sábado (10) concentrou a maior quantidade diária de novos focos registrada no estado desde o início de outubro de 2026: foram 494 ocorrências. No mesmo dia do ano passado, o Inpe não havia identificado novos focos de incêndio no Amazonas.
No domingo (11), os ministros João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional, sobrevoaram áreas do estado e observaram incêndios em regiões florestais de difícil acesso.
Capobianco avalia que parte do fogo tem origem em ações humanas intencionais. Segundo o ministro, a presença de incêndios em áreas de floresta preservada pode indicar uma tentativa de degradar o bioma e preparar o terreno para futuros desmatamentos.
“É fundamental que as pessoas que estão agindo criminosamente vejam que serão punidas”, afirmou o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Fumaça das queimadas afeta a qualidade do ar
A poluição provocada pela fumaça levou a Defesa Civil de Manaus a emitir um alerta de risco à saúde na sexta-feira (9). A situação é uma das consequências do avanço dos incêndios florestais no estado.
Além dos efeitos sobre o meio ambiente, a crise exige medidas de proteção e assistência às pessoas que vivem nas áreas atingidas. Por isso, foi reconhecida, em caráter sumário, a situação de emergência em 36 municípios do Amazonas.
A medida permite a mobilização de recursos e equipes para atender às necessidades das localidades afetadas.
Ibama envia aeronaves e 290 brigadistas para combater o fogo
Uma força-tarefa formada pelos governos municipal, estadual e federal trabalha no enfrentamento dos incêndios. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) enviou seis aeronaves para reforçar as operações: quatro aviões Air Tractor, utilizados no lançamento de água, e dois helicópteros.
A mobilização também conta com 290 brigadistas.
Segundo Jair Schmitt, presidente do Ibama, os aviões utilizados nas operações são específicos para o combate a incêndios florestais. Cada aeronave pode lançar aproximadamente 3 mil litros de água.
Além dos equipamentos enviados pelo instituto, dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) chegaram ao estado no domingo (11), a pedido da Defesa Civil, para ampliar a capacidade de resposta às queimadas.
A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) também atua nos municípios que tiveram a situação de emergência reconhecida.
Governos articulam atendimento às cidades atingidas
De acordo com o ministro Waldez Góes, o governo do Amazonas está coordenando a manifestação dos municípios para organizar uma frente de resposta da Defesa Civil nos territórios afetados.
O ministro destacou que o trabalho precisa ocorrer em duas frentes: o combate direto aos incêndios e o atendimento às pessoas que necessitam de ajuda humanitária e assistência médica em razão das queimadas.
A mobilização busca reunir recursos e equipes para conter o avanço do fogo e atender à população afetada pela crise ambiental.
Fonte: Agência Brasil, com informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
