A vontade de ser médica surgiu ainda na infância, influenciada pelo cuidado que sempre observou dentro da própria família.
"Em casa sempre vi um cuidado muito grande dentro da minha própria família, que me instigava como criança a procurar saber o que estava acontecendo e não querer parar por ali. Lembro que eu e minha irmã brincávamos de escrever as receitas antigas da nossa avó, copiando-as, como se fôssemos médicas"
, recorda, entre risos.
Com o tempo, a admiração pela profissão se consolidou.
"Comecei a observar melhor a profissão médica como uma oportunidade, ela unia coisas que considero muito importantes: o conhecimento, junto com a inteligência e raciocínio médico, o cuidado com o outro e a possibilidade de fazer a diferença na vida de alguém, bem como na minha"
, destaca.
ROTINA E DESAFIOS NA UFMS
A rotina na universidade é intensa. No quarto ano, terminando o ciclo clínico e estando no pré-internato, Ana Carolina concilia práticas, aulas, projetos, liga acadêmica e o próprio estudo à parte. "Brincamos que a maior dificuldade é sempre a do próximo semestre, e assim está sendo, pois o volume de conteúdos aumenta gradativamente", conta.
Entre os maiores desafios, ela cita aprender a lidar com as próprias cobranças, desenvolver o raciocínio clínico e realizar a base de uma boa medicina, com uma ótima anamnese e um excelente exame físico. "A rotina está sendo bem intensa, pautada na organização e dedicação", revela.
ÁREA DE ATUAÇÃO E FUTURO
Sobre a especialidade que mais a atrai, a clínica médica desponta como favorita.
"É uma especialidade base para diversas áreas de atuação clínica, como cardiologia, reumatologia, pneumologia e endocrinologia, por exemplo, dentre tantas outras. Mas acredito que a graduação também é um período de descobertas e amadurecimento, então sei que muita coisa ainda pode mudar durante o internato"
, pondera.
Ela espera que a formação na UFMS lhe proporcione não apenas conhecimento técnico e científico, mas também amadurecimento pessoal e uma compreensão cada vez maior da responsabilidade de cuidar de outras pessoas.
"Quero ser uma médica que nunca perca a curiosidade e o compromisso com o desenvolvimento, compreender que uma boa Medicina, além de saber diagnosticar e tratar, exige saber questionar, reconhecer os limites e buscar evidências para promover a melhor conduta possível. Acima de tudo, quero me tornar uma profissional competente, humana e comprometida em oferecer o melhor cuidado possível aos meus futuros pacientes"
, afirma.