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Dia do Médico: estudante reflete sobre vocação, desafios e o futuro da profissão

Ana Carolina Gualdi está no quarto ano de Medicina da UFMS, na qual fala sobre a escolha pela carreira, a rotina intensa na universidade e o sonho de ser uma médica humana e comprometida com o cuidado.

Patricia Acunha - Hojemais - Três Lagoas 
18/10/26 às 13h20

Neste 18 de outubro, quando se celebra o Dia do Médico, Ana Carolina Gualdi, estudante de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), faz uma pausa na rotina intensa de estudos para refletir sobre o significado da data e o caminho que escolheu seguir. Às vésperas de concluir o ciclo clínico e ingressar no internato, ela compartilha suas expectativas, inspirações e o compromisso que assumiu com a profissão.

Para Ana Carolina, o Dia do Médico representa o simbolismo de uma carreira que exige doação ao próximo e oferece o privilégio de viver as experiências mais humanas possíveis. "Enquanto estudante, estar no caminho da Medicina me ensina que a escolha que eu fiz é constante, me transforma todos os dias na forma como enxergo a profissão, as pessoas e a mim mesma. Representa o compromisso que assumo diariamente em me dedicar a estudar, me tornar uma profissional melhor e estar preparada para cuidar de outras pessoas em seus momentos de maior vulnerabilidade", afirma.

Ana Carolina Baldi, estudante de Medicina da UFMS, durante atividades práticas do curso (Arquivo Pessoal)

INSPIRAÇÃO E ESCOLHA

A vontade de ser médica surgiu ainda na infância, influenciada pelo cuidado que sempre observou dentro da própria família. "Em casa sempre vi um cuidado muito grande dentro da minha própria família, que me instigava como criança a procurar saber o que estava acontecendo e não querer parar por ali. Lembro que eu e minha irmã brincávamos de escrever as receitas antigas da nossa avó, copiando-as, como se fôssemos médicas" , recorda, entre risos.

Com o tempo, a admiração pela profissão se consolidou. "Comecei a observar melhor a profissão médica como uma oportunidade, ela unia coisas que considero muito importantes: o conhecimento, junto com a inteligência e raciocínio médico, o cuidado com o outro e a possibilidade de fazer a diferença na vida de alguém, bem como na minha" , destaca.

ROTINA E DESAFIOS NA UFMS

A rotina na universidade é intensa. No quarto ano, terminando o ciclo clínico e estando no pré-internato, Ana Carolina concilia práticas, aulas, projetos, liga acadêmica e o próprio estudo à parte. "Brincamos que a maior dificuldade é sempre a do próximo semestre, e assim está sendo, pois o volume de conteúdos aumenta gradativamente", conta.

Entre os maiores desafios, ela cita aprender a lidar com as próprias cobranças, desenvolver o raciocínio clínico e realizar a base de uma boa medicina, com uma ótima anamnese e um excelente exame físico. "A rotina está sendo bem intensa, pautada na organização e dedicação", revela.

ÁREA DE ATUAÇÃO E FUTURO

Sobre a especialidade que mais a atrai, a clínica médica desponta como favorita. "É uma especialidade base para diversas áreas de atuação clínica, como cardiologia, reumatologia, pneumologia e endocrinologia, por exemplo, dentre tantas outras. Mas acredito que a graduação também é um período de descobertas e amadurecimento, então sei que muita coisa ainda pode mudar durante o internato" , pondera.

Ela espera que a formação na UFMS lhe proporcione não apenas conhecimento técnico e científico, mas também amadurecimento pessoal e uma compreensão cada vez maior da responsabilidade de cuidar de outras pessoas. "Quero ser uma médica que nunca perca a curiosidade e o compromisso com o desenvolvimento, compreender que uma boa Medicina, além de saber diagnosticar e tratar, exige saber questionar, reconhecer os limites e buscar evidências para promover a melhor conduta possível. Acima de tudo, quero me tornar uma profissional competente, humana e comprometida em oferecer o melhor cuidado possível aos meus futuros pacientes" , afirma.

MENSAGEM AOS MÉDICOS E AOS FUTUROS PROFISSIONAIS

Ana Carolina em alguma das atividades práticas do curso (Arquivo Pessoal)

Aos médicos que já atuam na cidade, Ana Carolina deixa um agradecimento. "Deixo o agradecimento por cuidarem tão bem da nossa população; uma profissão tão importante para toda a comunidade, que muitas vezes fica diante de desafios que vão além da Medicina."

Ela também faz questão de reconhecer o papel dos docentes, coordenação, médicos técnicos e preceptores que contribuem para a formação dos futuros profissionais. "Cada ensinamento, cada orientação e cada oportunidade contribuem para a construção dos profissionais que seremos no futuro", ressalta.

Aos jovens que sonham em seguir a carreira, a mensagem é de incentivo. "Digo de antemão que o caminho não é fácil, desde o vestibular até o andamento da graduação. Mas todas as batalhas que vencemos valem a pena e não há preço o valor que existe em seu sonho poder se tornar realidade. Que nunca nos faltem bons profissionais para inspirar e novos estudantes dispostos a aprender e fazer a diferença na saúde da nossa população" , finaliza.

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