AO VIVO
Cotidiano

NASA revela amanhecer impressionante em Marte e imagem mostra paisagem que parece de outro mundo

Panorama feito pelo rover Curiosity registra a luz da manhã sobre formações rochosas esculpidas pelo vento e ajuda cientistas a investigar o passado do Planeta Vermelho.

Da redação - Hojemais Três Lagoas
07/10/26 às 10h23
Sonda Perseverance pousou em Marte em 18 de fevereiro • Foto: NASA/JPL-Caltech/ASU/MSSS

Marte amanheceu — e a NASA conseguiu registrar o momento.

Uma nova imagem divulgada pela agência espacial americana revela uma das paisagens mais impressionantes já captadas pelo rover Curiosity: a luz do início da manhã iluminando enormes formações rochosas no Monte Sharp, dentro da cratera Gale.

O registro foi feito pelo Curiosity em 11 de agosto de 2026 , por volta das 8h30 no horário local de Marte, e reúne seis fotografias captadas pela câmera Mastcam, posteriormente unidas para formar um panorama. Diferentemente do processamento habitual das imagens do rover, esta fotografia foi produzida sem o ajuste de balanço de branco, preservando os tons característicos do amanhecer marciano.

O resultado chama atenção pelas cores: enquanto as formações rochosas recebem a luz do Sol, o primeiro plano apresenta tonalidades azuladas que contrastam com a paisagem avermelhada normalmente associada ao planeta.

Um amanhecer diferente do que vemos na Terra

Apesar de Marte ser conhecido como o Planefta Vermelho , o nascer e o pôr do Sol por lá podem apresentar tonalidades azuladas próximas ao Sol.

Isso acontece por causa da forma como a luz interage com a fina atmosfera marciana e com as partículas de poeira suspensas no ar. Segundo a NASA, partículas muito finas fazem com que a luz azul permaneça mais concentrada na direção do Sol, enquanto outras cores se espalham pelo céu.

Ou seja: se um ser humano estivesse na superfície de Marte para observar o amanhecer, a experiência visual seria bastante diferente daquela encontrada na Terra.

As misteriosas formações no horizonte

O grande destaque da nova imagem são os chamados yardangs , formações rochosas esculpidas pelo vento ao longo de enormes períodos.

Elas se estendem por aproximadamente 16 quilômetros na região noroeste do Monte Sharp e apresentam características diferentes das demais camadas que compõem a montanha.

Os cientistas acreditam que essas estruturas podem ter se formado a partir de sedimentos transportados pelo vento — possivelmente areia ou até cinzas provenientes de atividade vulcânica antiga — que posteriormente se transformaram em rocha e foram moldados pela ação dos ventos marcianos.

A origem exata da camada, entretanto, ainda é uma questão em investigação.

E é justamente aí que a imagem deixa de ser apenas bonita e passa a ter enorme importância científica.

Curiosity está subindo uma montanha em Marte

O rover Curiosity pousou em Marte em 2012 , na cratera Gale, e desde 2014 vem subindo o Monte Sharp, uma montanha que se eleva aproximadamente 5 quilômetros acima do terreno ao redor .

Durante essa jornada, o rover analisa diferentes camadas de rochas, cada uma delas funcionando como uma espécie de registro da história geológica do planeta.

Recentemente, o Curiosity ultrapassou a marca de 1 quilômetro de ganho de elevação desde o início da escalada — o maior ganho de altitude já realizado por um veículo em Marte.

O que Marte pode contar sobre seu passado?

As pesquisas realizadas pelo Curiosity já ajudaram os cientistas a descobrir evidências de que a região explorada pelo rover foi muito diferente no passado.

As camadas do Monte Sharp guardam sinais de uma época em que lagos e rios existiam na região , quando Marte era mais quente e úmido do que é atualmente. Com o passar de bilhões de anos, a água desapareceu e deixou minerais e outras marcas na superfície.

Por isso, cada nova camada analisada pode ajudar a reconstruir a história ambiental do planeta e entender se, em algum momento, Marte apresentou condições capazes de sustentar vida microbiana .

Quando o Curiosity chegará aos “yardangs”?

A expectativa da equipe científica é que o Curiosity consiga chegar à região dos yardangs em 2027 ou 2028 .

Quando isso acontecer, o rover poderá estudar as formações de perto, utilizando seus instrumentos científicos para analisar a composição e a estrutura das rochas.

Até lá, imagens como a recém-divulgada funcionam como uma espécie de antecipação do que os pesquisadores encontrarão pela frente.

E há algo especialmente fascinante nesse registro: o Curiosity fotografou uma paisagem que existia bilhões de anos antes de qualquer ser humano olhar para Marte — e agora nós podemos enxergá-la.

Marte, tão distante e ao mesmo tempo tão familiar

Para Ashwin Vasavada, cientista responsável pelo projeto Curiosity, a paisagem lembra uma viagem pelo Monument Valley, no Arizona, nos Estados Unidos — mas com uma diferença fundamental: o céu e a luz denunciam que aquele lugar não pertence à Terra.

É justamente essa combinação entre familiaridade e estranheza que transforma a nova fotografia em algo mais do que uma bela imagem espacial.

Ela é uma janela para um planeta que continua revelando, lentamente, os segredos de sua própria história.

E o próximo capítulo dessa história pode começar quando o Curiosity finalmente chegar aos misteriosos yardangs.

Com informações: CNN

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM COTIDIANO
Franquia:
Três Lagoas MS
Franqueado:
Empresa Jornalística e Editora Hojemais Ltda.
01.423.143/0001-79
Editor responsável:
WÉSLEY MENDONÇA SRTE/SP46357
atendimento@agitta.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.