De uma pequena cidade do interior de Mato Grosso do Sul para os palcos mais disputados do planeta.
Uma trajetória construída com talento, persistência e uma paixão que atravessou fronteiras.
O sul-mato-grossense Lukas Ruiz, mundialmente conhecido como Vintage Culture , acaba de escrever mais um capítulo de destaque em sua carreira ao conquistar a 10ª posição no Top 100 DJs 2026 , ranking internacional promovido pela prestigiada revista britânica DJ Mag.
O resultado, divulgado nesta semana em Ibiza, na Espanha, coloca novamente o artista entre os dez DJs mais votados do mundo, ao lado de nomes consagrados como David Guetta, Martin Garrix, Alok e Armin van Buuren.
Mais do que uma posição em uma lista internacional, a conquista representa a consolidação de um brasileiro que saiu do interior e transformou sua identidade musical em uma marca reconhecida mundialmente.
DO INTERIOR DE MS PARA AS MAIORES PISTAS DO PLANETA
Nascido em Mundo Novo, município localizado no extremo sul de Mato Grosso do Sul, Lukas Rafael Ruiz Hespanhol cresceu em uma região de fronteira, passando parte da infância em Katueté, no Paraguai.
Longe dos grandes centros internacionais da música eletrônica, começou a construir uma trajetória que, anos depois, o levaria a alguns dos festivais e clubes mais importantes do mundo.
Com uma identidade sonora que transita pelo house, tech-house e melodic house, Vintage Culture conquistou espaço em um mercado extremamente competitivo, desenvolvendo produções que ultrapassaram as fronteiras brasileiras.
Sua carreira ganhou projeção internacional com apresentações em eventos como Tomorrowland, Coachella, Ultra Music Festival e Creamfields.
Hoje, o artista representa uma das histórias de maior projeção internacional da música eletrônica brasileira.
UMA CONQUISTA QUE CONFIRMA SUA FORÇA MUNDIAL
Na edição de 2026 da DJ Mag, Vintage Culture avançou uma posição em relação ao ano anterior, quando ocupava o 11º lugar.
O retorno ao Top 10 reforça sua permanência entre os artistas de maior popularidade da cena eletrônica internacional.
A votação da DJ Mag é realizada pelo público e mobiliza fãs de diferentes países. Neste ano, a pesquisa registrou participação de eleitores de 234 territórios.
O resultado também evidencia a força brasileira no cenário mundial.
Além de Vintage Culture, o DJ Alok conquistou a quarta colocação, garantindo ao Brasil dois representantes entre os dez primeiros do ranking.
MAIS DE 2,8 BILHÕES DE REPRODUÇÕES NO SPOTIFY
Os números ajudam a dimensionar o alcance internacional do artista.
Segundo a própria DJ Mag, o catálogo musical de Vintage Culture já ultrapassou a impressionante marca de 2,8 bilhões de reproduções no Spotify .
Em 2026, o produtor também ampliou sua presença em Ibiza, um dos principais destinos mundiais da música eletrônica.
No tradicional clube Pacha Ibiza, apresentou sua residência artística Affairs , com quatro datas esgotadas durante o mês de junho.
O sucesso acompanha uma agenda internacional intensa e uma sequência de produções que conquistaram posições de destaque nas plataformas especializadas em música eletrônica.
Ao longo de sua trajetória, Vintage Culture também dividiu apresentações com artistas como Solomun, Loco Dice, Adriatique e BLOND.
ENTRE GIGANTES DA MÚSICA ELETRÔNICA
A edição de 2026 do Top 100 DJs trouxe novamente grandes nomes da indústria musical.
O francês David Guetta conquistou a primeira posição pela sexta vez, estabelecendo um recorde na história da votação.
Martin Garrix ficou em segundo lugar, seguido por Anyma, enquanto o brasileiro Alok apareceu na quarta colocação.
Vintage Culture encerrou o grupo dos dez primeiros, consolidando a presença de Mato Grosso do Sul entre os grandes nomes da música eletrônica mundial.
A cerimônia de divulgação dos resultados aconteceu em Ibiza e reuniu apresentações de artistas internacionais, incluindo uma performance conjunta de Vintage Culture com GORDO.
O MUNDO DANÇA AO SOM DE UM TALENTO SUL-MATO-GROSSENSE
Existe algo especialmente significativo na trajetória de Vintage Culture.
Em uma indústria marcada por grandes investimentos, disputas internacionais e transformações constantes, um artista nascido no interior de Mato Grosso do Sul conseguiu construir uma carreira de alcance global.
Sua história demonstra que a origem geográfica não precisa determinar os limites de uma trajetória profissional.
De Mundo Novo para Ibiza. Das primeiras experiências musicais aos festivais internacionais. De um sonho individual a uma carreira acompanhada por milhões de pessoas.
Vintage Culture não apenas conquistou seu espaço na música eletrônica mundial. Ele levou o nome de Mato Grosso do Sul para algumas das pistas mais importantes do planeta.
E, enquanto suas músicas continuam atravessando continentes, uma certeza permanece: entre os dez DJs mais votados do mundo em 2026, existe um talento que nasceu em solo sul-mato-grossense.
O mundo inteiro pode estar dançando, mas essa história começou aqui, em Mato Grosso do Sul.
