Na infância, a música era trilha sonora de cada canto da casa. Enquanto a mãe cantarolava seus clássicos favoritos, Leonardo Lopes, o Léo, ainda nem imaginava que aquela paixão silenciosa moldaria o seu destino. Aos oito anos, recém-chegado a Três Lagoas, deu seus primeiros passos no coral da Igreja Nossa Senhora de Fátima, sob o olhar atento de Geova Romão. O violão, companheiro inseparável, só entrou em sua vida aos doze anos, graças ao incentivo do primo Jânio Moreira.
Da infância embalada por discos e programas de TV à vida adulta cheia de acordes, Léo aprendeu cedo o desafio de equilibrar música, estudos e trabalho. Formado em Geografia pela UFMS, não abandonou a paixão: ao contrário, entre mapas e canções, encontrou a perfeita harmonia. "Foi uma época corrida, mas fundamental para a minha formação", lembra ele, que até no TCC conseguiu unir seus dois mundos, analisando a relação entre música caipira e geografia.
