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Destino Violeiro: Léo Lopes fez da música sua estrada

Entre shows, composições e a magia da luthieria, o cantor três-lagoense prepara um DVD cheio de emoção

Hojemais Três Lagoas - Guta Rufino
28/04/25 às 12h57
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Foto: Arquivo Pessoal

Na infância, a música era trilha sonora de cada canto da casa. Enquanto a mãe cantarolava seus clássicos favoritos, Leonardo Lopes, o Léo, ainda nem imaginava que aquela paixão silenciosa moldaria o seu destino. Aos oito anos, recém-chegado a Três Lagoas, deu seus primeiros passos no coral da Igreja Nossa Senhora de Fátima, sob o olhar atento de Geova Romão. O violão, companheiro inseparável, só entrou em sua vida aos doze anos, graças ao incentivo do primo Jânio Moreira.

Da infância embalada por discos e programas de TV à vida adulta cheia de acordes, Léo aprendeu cedo o desafio de equilibrar música, estudos e trabalho. Formado em Geografia pela UFMS, não abandonou a paixão: ao contrário, entre mapas e canções, encontrou a perfeita harmonia. "Foi uma época corrida, mas fundamental para a minha formação", lembra ele, que até no TCC conseguiu unir seus dois mundos, analisando a relação entre música caipira e geografia.

Foto: Divulgação

A trajetória pelos barzinhos e eventos de Três Lagoas foi lapidando o artista e o ser humano. Entre noites agitadas e salões vazios, foi em um dia chuvoso que viveu seu momento mais marcante: ao final de uma apresentação modesta, um casal emocionado agradeceu por ele ter feito seu aniversário de 50 anos de casamento ainda mais especial. "Ali entendi de verdade que a arte existe para emocionar e melhorar o dia das pessoas", conta, com brilho nos olhos.

NOVOS COMEÇOS 

A pandemia, que parou o mundo, abriu novas portas para Léo. Ao ver os palcos silenciosos, encontrou um novo propósito: dar aulas de violão, principalmente para crianças. "Inserir a música na vida de uma nova geração é algo que não tem preço", diz, citando Nietzsche: "Sem música, a vida seria um erro".

Léo mergulhou de cabeça em outra paixão: a luthieria. Com as últimas madeiras da oficina do avô, Sebastião Elias, construiu sua primeira viola caipira e, em homenagem, batizou o ateliê com seu nome. Foto: Arquivo Pessoal

HERANÇA

Em 2023, Léo mergulhou de cabeça em outra paixão: a luthieria. Com as últimas madeiras da oficina do avô, Sebastião Elias, construiu sua primeira viola caipira e, em homenagem, batizou o ateliê com seu nome. Mais que um instrumento, era o resgate de uma história familiar feita de música e madeira.

Seus shows misturam com maestria a raiz sertaneja e a liberdade dos clássicos do rock e da MPB — todos com o tempero único da viola caipira. "O importante é ser música boa", brinca, citando Tião Carreiro.

Foto: Divulgação

DVD AO VIVO

Hoje, seu trabalho autoral, com canções que falam de amor, terra e sentimentos, está disponível em todas as plataformas digitais. Mas a grande novidade vem aí: Léo se prepara para gravar seu primeiro DVD na Lacus Pizzaria, no dia 31 de maio, reunindo músicas autorais e releituras emocionantes em um registro ao vivo e cheio de verdade. No repertório, 17 canções, incluindo a inédita "Destino Violeiro", que dá nome ao projeto.

E o que esperar de Léo Lopes nos próximos meses? Um novo show, novos caminhos e, como ele mesmo diz, "deixar que a música nos leve para onde o coração mandar".

Porque, para quem nasceu ouvindo a mãe cantar, viver de música não é um destino; é um chamado.

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