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Pré-natal: veja os cuidados essenciais na gravidez

Acompanhamento no SUS ajuda a identificar alterações e acompanhar a saúde da gestante e do bebê

Thais Constantino  - Hojemais Três Lagoas
17/08/26 às 12h40
Pré-natal: veja os cuidados essenciais na gravidez (Foto: Reprodução | Agência Gov Br)

Durante a Semana Nacional de Conscientização sobre os Cuidados com as Gestantes e as Mães, o pré-natal ganha destaque entre os cuidados fundamentais para a saúde da mulher e do bebê durante a gravidez, o parto e o período após o nascimento.

A mobilização foi criada pela Lei nº 15.221, de 29 de setembro de 2025 , com o objetivo de ampliar a divulgação de informações sobre direitos e cuidados relacionados à saúde de gestantes, mães e bebês. A iniciativa dá atenção especial aos primeiros mil dias de vida, período que começa ainda durante a gestação e se estende até o final do segundo ano de vida da criança.

O acompanhamento pré-natal deve ser iniciado o mais cedo possível, preferencialmente até a 12ª semana de gestação. O atendimento permite identificar possíveis alterações desde o início, acompanhar o crescimento e o desenvolvimento do bebê e orientar a gestante sobre os cuidados necessários com a própria saúde.

No Sistema Único de Saúde (SUS), o pré-natal é gratuito e realizado principalmente pela Atenção Primária à Saúde, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e pelas equipes responsáveis pelo atendimento no território onde a gestante mora.

Caderneta reúne informações importantes da gestação

A Caderneta Brasileira da Gestante 2026 reúne orientações e espaços destinados ao registro de informações importantes durante o acompanhamento da gravidez. Entre os dados que podem ser anotados estão consultas, resultados de exames, pressão arterial, vacinação, condições de saúde bucal e informações relacionadas ao parto e ao pós-parto.

O documento deve acompanhar a gestante em consultas, exames, atendimentos de urgência, parto e durante o puerpério.

O Ministério da Saúde recomenda a realização de pelo menos sete consultas de pré-natal , alternadas entre profissionais da medicina e da enfermagem, além de no mínimo uma consulta odontológica.

Até a 28ª semana de gestação, os atendimentos devem ocorrer mensalmente. Entre a 28ª e a 36ª semana, a recomendação passa a ser de consultas a cada 15 dias. A partir da 36ª semana, o acompanhamento deve ser semanal.

A Caderneta Brasileira da Gestante também reforça que o pré-natal não recebe alta antes do nascimento. O acompanhamento deve continuar de maneira regular até o parto e o puerpério, que corresponde ao período após o nascimento do bebê.

Depois do parto, são indicadas pelo menos duas consultas. A primeira deve ocorrer na semana seguinte à alta da maternidade e a segunda aproximadamente 30 dias após o nascimento.

Exames do pré-natal podem detectar problemas de saúde

Durante as consultas, os profissionais de saúde acompanham a pressão arterial, o peso e outras medidas da gestante, além de verificar o crescimento do bebê. A equipe também solicita e avalia exames, confere a vacinação e orienta sobre vitaminas, ferro e outros medicamentos quando houver necessidade.

Outro ponto do acompanhamento é informar à gestante qual maternidade ou Centro de Parto Normal é referência para o atendimento. Os profissionais também devem esclarecer dúvidas relacionadas ao parto, puerpério, amamentação e planejamento reprodutivo.

Os exames realizados durante o pré-natal podem ajudar a identificar condições que precisam de atenção, como hipertensão, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e infecção urinária .

Algumas situações podem exigir acompanhamento mais frequente ou encaminhamento para o pré-natal de alto risco. Entre elas estão doenças preexistentes, complicações em gestações anteriores, gravidez múltipla e uso contínuo de medicamentos.

A equipe de saúde também deve considerar situações de violência, insegurança alimentar, sofrimento emocional intenso, situação de rua e dificuldades de acesso aos serviços de saúde durante o acompanhamento.

Sinais de alerta exigem atendimento imediato

A gestante deve procurar atendimento imediatamente caso apresente pressão arterial mais alta que o habitual ou superior a 140 por 90 mmHg , sangramento vaginal, dor abdominal forte ou persistente, febre de 37,8 °C ou mais , dor de cabeça intensa, alterações na visão, falta de ar, dor no peito, convulsão ou desmaio.

Também é necessário buscar atendimento quando houver redução ou ausência dos movimentos do bebê, principalmente se ele permanecer mais de quatro horas sem se movimentar após a 20ª semana de gestação.

Nessas situações, a orientação é procurar uma UBS, a maternidade de referência ou um serviço de urgência. Quando necessário, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode ser acionado pelo telefone 192.

Manter a Caderneta Brasileira da Gestante atualizada e levá-la aos atendimentos de saúde ajuda a garantir a continuidade do acompanhamento durante a gravidez, o parto e o período pós-parto.

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