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Anvisa proíbe suplementos e produtos irregulares

Medida determina apreensão de Newfit, Mounja Gummy e lote falsificado de medicamento

Thais Constantino  - Hojemais Três Lagoas 
17/08/26 às 12h48
Anvisa proíbe suplementos e produtos irregulares (Foto: Reprodução | Anvisa)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (17), a proibição da fabricação e da venda de produtos que apresentam irregularidades. Entre os itens atingidos pela medida está o Suplemento Alimentar Newfit , de responsabilidade da empresa ROMARIO BARBOSA BUENO 41858909821 - RBB TOP NEW (CNPJ nº 43.993.023/0001-57).

Análises realizadas pelo Laboratório de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) identificaram no produto substâncias ativas que não estavam declaradas na rotulagem. Foram encontradas sibutramina, fluoxetina e furosemida .

Diante do resultado, a Anvisa determinou a apreensão do suplemento e proibiu também sua divulgação, distribuição e utilização.

Mounja Gummy também é alvo da Anvisa

Outro produto incluído na Resolução RE 3.242/2026 é o Mounja Gummy , fabricado pela Bela Blue Beauty Ltda. (CNPJ nº 45.820.042/0001-07).

Segundo a Anvisa, o produto não possui registro, notificação ou cadastro junto à agência. Por isso, foi determinada sua apreensão, além da proibição de fabricação, comercialização, distribuição, importação e divulgação.

Anvisa determina apreensão de medicamento falsificado

A medida sanitária também determina a apreensão do lote 10008808 do medicamento Trodelvy .

A Gilead Sciences Farmacêutica do Brasil Ltda. (CNPJ nº 15.670.288/0001-89), responsável pelo registro do medicamento, informou que desconhece o referido lote. Por esse motivo, o produto foi classificado como falsificado.

Suplementos Shark Pro serão recolhidos

A Anvisa determinou ainda o recolhimento de todos os suplementos alimentares da marca Shark Pro , fabricados pela RCA LABS LTDA (CNPJ nº 30.358.538/0001-33).

Durante uma inspeção realizada pela Vigilância Sanitária municipal de Capivari (SP), foram identificadas falhas graves nas Boas Práticas de Fabricação .

Entre as irregularidades encontradas estão a falta de controle de qualidade das matérias-primas, armazenamento inadequado desses materiais e ausência de registros de manutenção preventiva dos equipamentos.

A fiscalização também comprovou que não havia estudos de estabilidade dos suplementos alimentares e que alguns dos produtos não estavam regularizados por meio de notificação.

Com a determinação da Anvisa, os suplementos Shark Pro não podem ser fabricados, distribuídos, divulgados ou utilizados.

As medidas constam nas Resoluções RE 3.242/2026 e RE 3.244/2026 , publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

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