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SRAG: casos graves de influenza B caem em MS

Mato Grosso do Sul ainda está entre os estados em alerta, mas Fiocruz aponta melhora no cenário respiratório

Thais Constantino  - Hojemais Três Lagoas
13/08/26 às 14h54
SRAG: casos graves de influenza B caem em MS (Foto: Reprodução)

Mato Grosso do Sul continua entre os estados brasileiros com incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em níveis de alerta, risco ou alto risco. Apesar da classificação, o cenário apresenta sinais de melhora, principalmente pela redução dos casos graves provocados pela influenza B , segundo o novo Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (13).

Os dados são referentes à Semana Epidemiológica 31 , entre 2 e 8 de agosto. O levantamento mostra que MS está entre as 14 unidades da Federação que ainda registram níveis elevados de SRAG. Por outro lado, o Estado aparece entre os locais que apresentam queda nos casos graves associados à influenza B.

No Brasil, 23 das 27 unidades da Federação apresentam tendência de queda ou estabilidade da SRAG. Os únicos estados com leve sinal de crescimento são Rondônia, Mato Grosso, Bahia e Sergipe.

Campo Grande não está entre capitais em alerta

Na avaliação das capitais, Campo Grande não aparece entre as cidades com atividade de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco nas duas últimas semanas .

Atualmente, oito capitais estão nessas faixas. Belém (PA) e Porto Velho (RO) também registram tendência de crescimento no longo prazo. Já Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Manaus (AM), Rio Branco (AC) e São Luís (MA) permanecem com níveis elevados, mas sem sinal de crescimento sustentado.

Com isso, Mato Grosso do Sul ainda exige atenção devido à incidência de SRAG, enquanto Campo Grande não integra a lista de capitais com atividade elevada no período analisado.

Casos graves de influenza B estão em queda

A redução dos casos graves de influenza B é um dos principais pontos positivos para Mato Grosso do Sul. O mesmo movimento é observado no Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraná e São Paulo.

A influenza A já encerrou o período de sazonalidade no país e também apresenta tendência de queda. Ainda assim, os casos graves permanecem elevados em estados como Minas Gerais e Roraima.

O vírus sincicial respiratório (VSR) continua entre os principais responsáveis pelas hospitalizações por SRAG, especialmente entre crianças pequenas.

Vacinação ajuda a prevenir casos graves

A Fiocruz reforça que a vacinação é a principal medida de prevenção contra casos graves e mortes causados pelos principais vírus respiratórios, incluindo influenza, VSR e Covid-19.

A recomendação também é que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado evitem contato com outras pessoas. Quando não for possível manter o isolamento, a orientação é usar máscara, principalmente em ambientes fechados e com aglomeração. A higienização frequente das mãos também é indicada.

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