Apesar da redução nos registros de chikungunya, a dengue apresenta números maiores. (Foto: Reprodução/Magnific)
Três Lagoas registrou
23 casos confirmados
de chikungunya em 2026, segundo dados da Vigilância Epidemiológica. O número representa uma redução em relação ao mesmo período de 2025, quando o município contabilizava 67 casos confirmados da doença. Não há, até o momento, registro de casos graves ou mortes provocadas pela chikungunya na cidade.
De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica,
Adriana Spazzapan,
os casos registrados neste ano estão distribuídos por diferentes regiões de Três Lagoas. Entre os bairros com ocorrências estão Santos Dumont, Santa Luzia, Vila Alegre, Vila Popular, Centro, Alto da Boa Vista, Cohab Novo Oeste, Jardim dos Ipês, Jardim Oiti, Parque Quinta da Lagoa, Santa Rita, São João, Set Sul e Vila Verde.
Apesar da redução nos registros de chikungunya, a dengue apresenta números maiores. Em 2026, já foram confirmados
72 casos de dengue
no município.
A chikungunya pode provocar febre alta, geralmente acima de 38,5°C, de início súbito, além de dor intensa nas articulações, especialmente nas mãos, punhos, tornozelos, pés e joelhos. Também podem ocorrer dor muscular, dor de cabeça, cansaço intenso, manchas vermelhas na pele, inchaço nas articulações e, em alguns casos, náuseas ou vômitos.
Bebês, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas e indivíduos com a imunidade comprometida
estão entre os grupos que precisam de maior atenção.
Município mantém ações de combate ao mosquito
O enfrentamento às arboviroses envolve diferentes setores da saúde municipal. A Vigilância Epidemiológica recebe notificações de UBSs, UPA, hospitais e laboratórios, investiga os casos, identifica o provável local de infecção, acompanha a coleta de amostras e monitora os resultados.
Também são realizadas
buscas ativas
quando necessárias, comunicação com as equipes de controle de endemias, acompanhamento de pacientes com sinais de alarme ou hospitalizados e monitoramento semanal da situação epidemiológica do município.
As equipes também promovem blitz educativas, palestras em escolas, atividades lúdicas com crianças e ações de educação em saúde em diferentes espaços da comunidade. As orientações são reforçadas em períodos estratégicos, como julho, dezembro e janeiro, antes de possíveis aumentos na transmissão.
No trabalho de campo, o
Setor de Endemias
realiza visitas periódicas a imóveis residenciais, comerciais, terrenos baldios e pontos estratégicos. Em áreas com casos suspeitos, podem ser realizados bloqueios de transmissão, eliminação de criadouros, aplicação de medidas de controle vetorial e, quando tecnicamente indicado, nebulização para controle do mosquito adulto.
O município também mantém 379 ovitrampas distribuídas em imóveis, monitoradas mensalmente para identificar áreas com maior atividade do Aedes aegypti e direcionar as ações de controle.
Prevenção depende da população
A principal orientação é eliminar qualquer ponto de água parada, mesmo em pequenas quantidades. A população deve manter caixas-d'água e reservatórios tampados, virar garrafas e recipientes para baixo, evitar água nos pratos de vasos de plantas, limpar calhas, manter piscinas tratadas e descartar corretamente pneus, latas, potes e outros materiais que possam acumular água.
Também é importante manter quintais limpos, limpar ralos e bandejas de ar-condicionado, lavar regularmente os recipientes de água dos animais e permitir a entrada dos agentes de combate às endemias para inspeção e orientação.
A prevenção, segundo a Vigilância, deve ser mantida de
forma contínua,
já que a eliminação dos criadouros é uma das principais formas de reduzir a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da
dengue e da chikungunya.