O Agosto Verde reforça em Mato Grosso do Sul a importância da conscientização sobre a doença de Alzheimer , condição que tem provocado centenas de mortes todos os anos no Estado. Dados do Ministério da Saúde revelam que, desde 2022, 1.430 pessoas morreram em decorrência da doença em território sul-mato-grossense .
Somente em 2025, Mato Grosso do Sul registrou 337 mortes por Alzheimer , segundo informações do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus). O número representa uma média próxima de uma morte a cada 26 horas .
Os registros de 2026 mantêm o alerta. De janeiro até o fim de maio, foram contabilizados 127 óbitos , o equivalente a uma média superior a 25 mortes por mês .
Mortes por Alzheimer passam de 1,4 mil
Os números dos últimos anos mostram a dimensão do impacto da doença no Estado.
Em 2022, foram 305 mortes por Alzheimer . O número subiu para 315 em 2023 e chegou a 346 em 2024 , o maior resultado da série apresentada. Em 2025, foram outros 337 óbitos .
Somados aos 127 registros dos primeiros cinco meses de 2026, Mato Grosso do Sul contabiliza 1.430 mortes decorrentes do Alzheimer desde 2022 .
Os dados reforçam a importância do acompanhamento da doença diante do envelhecimento da população e da necessidade de oferecer suporte não apenas aos pacientes, mas também às famílias e aos cuidadores.
Agosto Verde amplia conscientização
Em Mato Grosso do Sul, o Agosto Verde foi instituído para promover ações preventivas relacionadas à saúde e à integridade das pessoas.
A campanha contempla diferentes condições e doenças, incluindo o mal de Alzheimer , além de depressão, ansiedade, síndrome do pânico, esquizofrenia e transtorno bipolar.
Entre os objetivos estão ampliar a conscientização da população e estimular ações de prevenção e orientação realizadas por profissionais qualificados.
A escolha de agosto também está relacionada ao Dia Nacional da Saúde , celebrado em 5 de agosto.
Alzheimer exige atenção aos primeiros sinais
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que compromete principalmente a memória e outras funções cognitivas. Conforme avança, pode afetar a capacidade da pessoa de realizar atividades cotidianas e aumentar sua dependência de familiares e cuidadores.
Alterações frequentes de memória, dificuldade para executar tarefas antes habituais, problemas de orientação e mudanças cognitivas merecem avaliação profissional, principalmente entre idosos.
Embora não exista cura para o Alzheimer, o diagnóstico e o acompanhamento médico são importantes para definir o tratamento e organizar os cuidados necessários ao longo da evolução da doença.
Dados ajudam a dimensionar desafio para a saúde pública
Os registros de mortalidade fazem parte das bases do Datasus , responsável por sistemas e plataformas estratégicas de informações do Sistema Único de Saúde.
O acompanhamento desses indicadores permite dimensionar o impacto do Alzheimer em Mato Grosso do Sul e subsidiar políticas públicas e ações de saúde voltadas à população.
Durante o Agosto Verde , os números também servem como alerta: em pouco mais de quatro anos, 1,4 mil vidas foram perdidas em decorrência do Alzheimer no Estado , evidenciando a necessidade de ampliar a informação, o diagnóstico e a atenção às pessoas que convivem com a doença.
