Chegar aos 40 anos geralmente representa um período de maior estabilidade profissional, aumento das responsabilidades familiares e uma agenda cada vez mais intensa. Com tantas demandas no cotidiano, porém, é comum que os cuidados com a própria saúde acabem sendo adiados.
Neste Dia dos Pais , especialistas do Hospital do Coração de Mato Grosso do Sul , em Campo Grande, chamam a atenção para a importância da prevenção na saúde masculina . A recomendação não é realizar uma série de exames de maneira indiscriminada, mas conhecer os riscos individuais e acompanhá-los antes que doenças silenciosas provoquem complicações.
A orientação da instituição é que o check-up após os 40 anos seja definido de acordo com o perfil de cada paciente. Informações como pressão arterial, peso, histórico familiar, alimentação, prática de atividade física, tabagismo, qualidade do sono, medicamentos utilizados e doenças preexistentes ajudam o médico a determinar quais avaliações são realmente necessárias.
Segundo o clínico médico Dr. Aurélio Braz, um acompanhamento adequado começa antes da solicitação dos exames e depende de uma boa relação entre médico e paciente.
“É por meio da escuta médica, realizada de forma calma, que as queixas, os antecedentes, o estilo de vida e as demandas do paciente são acolhidos. A partir disso, a solicitação de exames pode ser individualizada conforme a necessidade”, explica.
A partir dos 40 anos, esse cuidado se torna especialmente importante para a prevenção de doenças cardiovasculares , condições relacionadas à síndrome metabólica e outros problemas capazes de evoluir sem apresentar sintomas.
A avaliação também pode considerar aspectos relacionados à saúde mental , sono, libido e função sexual. Essas questões podem estar ligadas a fatores psicossociais, hormonais, infecciosos ou metabólicos.
Coração exige acompanhamento mesmo sem sintomas
Sentir-se bem não significa necessariamente estar livre de riscos cardiovasculares. Problemas como hipertensão arterial , diabetes e alterações nos níveis de colesterol podem permanecer silenciosos durante anos. Sem diagnóstico e controle adequados, essas condições podem contribuir para complicações graves, entre elas infarto e acidente vascular cerebral (AVC) .
O cardiologista Dr. Gustavo Anzolin explica que, depois dos 40 anos, cresce progressivamente a possibilidade de surgimento de fatores associados às doenças cardiovasculares.
“O objetivo não é simplesmente solicitar uma grande quantidade de exames, mas identificar precocemente fatores modificáveis e evitar que a doença cardiovascular se manifeste no futuro”, afirma.
Por esse motivo, a consulta cardiológica envolve uma análise abrangente. O médico avalia o histórico pessoal e familiar, ocorrência de hipertensão, diabetes ou eventos cardiovasculares na família, além de fatores como tabagismo, sedentarismo, estresse, peso corporal, circunferência abdominal, pressão arterial e frequência cardíaca.
Entre os exames laboratoriais que podem ser solicitados estão glicemia de jejum, hemoglobina glicada, colesterol e triglicerídeos. Outros exames e procedimentos dependem da necessidade identificada durante a avaliação clínica.
O eletrocardiograma , por exemplo, fornece informações sobre a atividade elétrica do coração. Já ecocardiograma, teste ergométrico, Holter, MAPA de 24 horas e métodos de imagem possuem indicações específicas.
A recomendação, portanto, é evitar que o check-up seja realizado de maneira automática ou baseado em uma lista igual para todos.
“Na prevenção cardiovascular, é fundamental pedir o exame certo, para o paciente certo e no momento adequado”, destaca Anzolin.
Sinais de alerta exigem avaliação médica
Embora o acompanhamento preventivo seja fundamental, alguns sintomas não devem aguardar a próxima consulta de rotina.
Dor ou aperto no peito, falta de ar, redução inexplicada da capacidade física, palpitações acompanhadas de mal-estar, tontura, desmaio ou inchaço nas pernas são sinais que exigem avaliação.
Nos casos de dor intensa no peito, falta de ar importante, desmaio ou sintomas sugestivos de AVC , a orientação é buscar atendimento imediatamente.
Histórico familiar pode alterar frequência do acompanhamento
Ter a mesma idade não significa apresentar o mesmo risco de desenvolver doenças. Dois homens de 40 anos, por exemplo, podem necessitar de estratégias de acompanhamento completamente diferentes.
Um dos fatores determinantes é o histórico familiar de doenças cardiovasculares . Quando pai, mãe ou irmãos tiveram doença cardiovascular de forma precoce, o acompanhamento médico pode precisar começar antes ou ser realizado com maior frequência.
A existência de antecedentes familiares, entretanto, não significa que o desenvolvimento da doença seja inevitável.
Manter uma alimentação adequada, praticar atividade física regularmente, controlar pressão arterial, glicemia e colesterol, preservar a qualidade do sono e abandonar o tabagismo são medidas que continuam tendo papel importante na redução do risco ao longo dos anos.
Na Clínica Médica , o acompanhamento também funciona como uma porta de entrada para organizar os diferentes cuidados relacionados à saúde do paciente.
Conforme a avaliação individual, podem ser considerados exames como hemograma, função renal, eletrólitos, perfil lipídico, glicemia, hemoglobina glicada e testes direcionados a rastreamentos específicos.
Dr. Aurélio Braz destaca que o intervalo entre as consultas também deve ser individualizado. Enquanto uma pessoa saudável pode manter acompanhamento periódico, pacientes com doenças já diagnosticadas, alterações na medicação ou aparecimento de novos sintomas podem precisar de retornos mais frequentes.
Prevenção masculina também envolve cuidados oncológicos
A saúde do homem após os 40 anos não deve ficar restrita ao coração e às alterações metabólicas.
Segundo o oncologista Dr. Amauri de Oliveira, idade, histórico familiar e hábitos de vida também são considerados para determinar quando determinadas investigações relacionadas ao câncer devem ser iniciadas.
Entre os temas que podem ser discutidos durante a consulta estão o rastreamento do câncer de próstata e, de acordo com a idade e os fatores individuais de risco, o rastreamento do câncer colorretal .
Sintomas como alterações urinárias, sangramentos, perda de peso sem causa aparente ou surgimento de nódulos também devem motivar uma avaliação médica, sem que o paciente espere pelo próximo check-up de rotina.
Hospital oferece atendimento integrado
O Hospital do Coração MS possui estrutura para acompanhar os pacientes em diferentes etapas, desde consultas ambulatoriais até situações que necessitem de investigação mais aprofundada ou atendimento hospitalar.
Na área cardiovascular, a unidade oferece recursos como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico, Holter, MAPA de 24 horas, métodos de imagem cardiovascular, hemodinâmica, cinecoronariografia e cardiologia intervencionista.
Também estão disponíveis avaliação de arritmias, cirurgia cardiovascular, Unidade Coronariana e terapia intensiva cardiológica.
Por meio da Clínica Médica, o paciente pode receber atendimento no pronto atendimento e nas unidades de internação, além de realizar acompanhamento ambulatorial pela Procardio. Quando necessário, também pode ser encaminhado para outras especialidades.
Mais do que estabelecer os 40 anos como uma idade para cumprir uma lista predeterminada de exames, a orientação dos especialistas é transformar essa etapa da vida em um momento para criar uma rotina de prevenção e cuidado com a saúde .
O acompanhamento médico individualizado permite identificar fatores de risco, promover mudanças de hábitos e determinar quais investigações são realmente necessárias para cada homem, contribuindo para preservar a saúde e a qualidade de vida ao longo dos anos.
SERVIÇO – GRUPO SANTA (UNIDADE MATO GROSSO DO SUL)
Hospital do Coração
Endereço: Rua Marechal Rondon, 1703, Centro – Campo Grande/MS
Telefones: (67) 3323-9119 / (67) 3323-9150
Sobre o Grupo Santa
Fundado em 1963, o Grupo Santa surgiu a partir da união de médicos que idealizaram o primeiro hospital privado de Brasília. Ao longo de sua trajetória, o grupo expandiu sua atuação e se consolidou como referência em alta complexidade, tornando-se o maior conglomerado hospitalar privado do Centro-Oeste.
Atualmente, são 12 unidades de saúde , entre hospitais gerais e centros especializados, distribuídas pelo Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
As unidades atuam em diferentes áreas, com destaque para assistência hospitalar de alta complexidade, diagnóstico por imagem e atenção multiprofissional integrada.
Qualidade e inovação fazem parte dos pilares estratégicos da instituição, que possui acreditações nacionais e internacionais, como a ONA (Organização Nacional de Acreditação) e a QMentum Diamante , certificações relacionadas à segurança, eficiência da gestão e qualidade do cuidado.
Em 2023, o Grupo Santa anunciou uma parceria estratégica com a Atlântica Hospitais , que adquiriu participação de 20% no grupo. A operação fortaleceu a governança corporativa e ampliou a capacidade de investimento da rede, preparando a instituição para um novo ciclo de expansão e modernização.
