Nesta segunda-feira, 10 de agosto, é celebrado o Dia Nacional de Combate e Controle da Leishmaniose. A data foi instituída pela Lei Federal nº 12.604/2012 e tem como objetivo reforçar a importância da conscientização e das medidas de prevenção contra a doença.
Em Três Lagoas, o trabalho de combate à leishmaniose visceral é realizado de forma permanente pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e do Departamento de Vigilância Epidemiológica.
A leishmaniose visceral é transmitida pela picada do mosquito-palha, também chamado de asa-dura, tatuquira ou birigui. Crianças, gestantes, idosos e pessoas com baixa imunidade estão entre os grupos mais suscetíveis à doença, o que torna as medidas preventivas ainda mais importantes.
Para manter o controle da leishmaniose no município, diferentes setores atuam de maneira integrada, incluindo Vigilância Epidemiológica, Entomologia, Endemias, Centro de Controle de Zoonoses, Promoção da Saúde e Unidades de Saúde.
Prevenção começa dentro de casa
Os cuidados contra a leishmaniose visceral também dependem da manutenção dos ambientes residenciais. O mosquito-palha encontra condições favoráveis para se reproduzir em locais onde existe acúmulo de matéria orgânica.
Por isso, a orientação da Prefeitura é manter os quintais limpos e retirar regularmente folhas, frutos que caíram das árvores, restos de vegetação, fezes de animais e outros materiais orgânicos.
Outra medida adotada em Três Lagoas é a utilização de coleiras impregnadas com deltametrina em cães. A iniciativa é realizada em parceria com o Ministério da Saúde, a Secretaria Estadual de Saúde e a Fiocruz.
Atualmente, a ação com as coleiras ocorre nos bairros Santa Júlia, Santa Rita e em parte do Vila Alegre.
O que acontece após a confirmação de um caso?
Quando um caso de leishmaniose visceral humana é confirmado, o Município coloca em prática ações direcionadas ao atendimento do paciente e ao controle da doença na área onde ele reside.
O tratamento é fornecido pelo Ministério da Saúde. A Vigilância Epidemiológica atua na liberação e disponibilização da medicação, seguindo a indicação médica.
Paralelamente, as equipes municipais desenvolvem diferentes atividades no território:
Entomologia: instala armadilhas para verificar e monitorar a presença do mosquito-palha.
Endemias: realiza manejo ambiental e aplica inseticida na residência onde houve o caso e nos quarteirões próximos.
Centro de Controle de Zoonoses: investiga os cães que vivem na região e realiza a coleta de material para diagnóstico da leishmaniose visceral canina.
Promoção da Saúde: desenvolve atividades educativas nas Unidades de Saúde, levando informações aos moradores sobre a doença e as formas de prevenção.
Monitoramento é realizado durante todo o ano
As ações de controle da leishmaniose visceral não são iniciadas somente quando ocorre a confirmação de um caso. A Prefeitura também mantém o acompanhamento permanente de áreas consideradas prioritárias, definidas todos os anos pelas equipes de Entomologia e Endemias.
Nesses locais, são realizadas atividades de manejo ambiental, instalação de armadilhas e borrifação. Depois do período estabelecido, as armadilhas são instaladas novamente para verificar o comportamento do vetor e analisar a efetividade das medidas adotadas.
A equipe de Entomologia também realiza investigações específicas quando recebe solicitações dos moradores ou demandas identificadas por outros setores. Nessas situações, é verificada a existência do mosquito-palha nas áreas indicadas.
Combate à leishmaniose depende da participação de todos
A Prefeitura de Três Lagoas destaca que o enfrentamento da leishmaniose visceral é contínuo e envolve diferentes frentes, como prevenção, vigilância, monitoramento do vetor, cuidados com os animais, educação em saúde e atendimento aos pacientes.
A população também participa diretamente desse trabalho. Entre as medidas recomendadas estão manter os quintais limpos, observar possíveis sinais da doença nos animais de estimação e procurar uma Unidade de Saúde diante de sintomas como febre prolongada, perda de peso, fraqueza e aumento do baço ou do fígado.
A busca por atendimento diante desses sinais é importante para possibilitar o diagnóstico precoce e o tratamento adequado da leishmaniose visceral.
