A procura por atendimento médico em Três Lagoas cresceu de forma expressiva nos meses de março e abril, impulsionada também pelas doenças do aparelho respiratório. Apesar do movimento maior na UPA, os dados da Vigilância Epidemiológica mostram redução dos quadros graves na comparação com 2025.
O monitoramento realizado pelo município acompanha principalmente pacientes hospitalizados com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) , não abrangendo todos os casos de Síndrome Gripal. Por esse motivo, a maior percepção de doenças respiratórias circulando entre a população não pode ser medida apenas pelas internações.
“Na comparação entre 2025 e 2026, as hospitalizações por SRAG passaram de 352 para 215. Os vírus identificados nos pacientes internados foram o Vírus Sincicial Respiratório e Influenza A e B”, informou a assessoria. As faixas etárias mais atingidas foram crianças de 1 a 4 anos e de 5 a 9 anos .
Procura pela UPA aumenta
Em fevereiro, a UPA realizou 8.410 atendimentos. No mês seguinte, foram 11.575, crescimento de aproximadamente 37,6%. Abril contabilizou 11.316 pacientes, volume 34,6% superior ao observado em fevereiro.
O avanço dos problemas respiratórios foi ainda maior. Os registros saltaram de 1.044 em fevereiro para 2.106 em março, alta de aproximadamente 102%. Em abril, chegaram a 2.560, aumento de 21,6% diante de março e de cerca de 145% em relação a fevereiro. Depois, a demanda geral recuou gradualmente: 10.951 atendimentos em maio, 10.406 em junho e 10.118 em julho.
Vacinação ainda precisa avançar
Três Lagoas aplicou 41.110 doses da vacina contra a Influenza , com cobertura de 56,54% nos grupos prioritários. O índice chega a 86,14% entre gestantes, 56,04% nos idosos e 53,76% nas crianças. Outras 16.017 doses foram destinadas a pessoas fora dos públicos prioritários.
“A vacinação é uma das principais medidas para prevenir formas graves da Influenza, reduzir complicações e internações. Quem ainda não se vacinou deve procurar uma unidade de saúde”, reforçou a assessoria.
Além da imunização, lavar as mãos, manter ambientes ventilados, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, evitar contato com outras pessoas quando houver sintomas, utilizar máscara e não compartilhar objetos pessoais ajudam a reduzir a transmissão.
Óbitos por SRAG caem 54%
A mortalidade também apresentou redução. No período analisado de 2025 foram 24 mortes por SRAG, contra 11 em 2026, queda aproximada de 54% .
Pessoas com asma, DPOC, diabetes, doenças cardíacas e outras condições crônicas devem manter tratamento e vacinação atualizados. Crianças pequenas e idosos também exigem atenção especial. Falta de ar, febre persistente, piora da tosse, cansaço intenso, prostração, recusa de líquidos ou alimentos e agravamento do estado geral são sinais para buscar atendimento.
