Para oferecer suporte às mães, aos bebês e às famílias durante a gestação, o parto e o período pós-parto, o Ministério da Saúde promove ações integradas dentro do Programa Nacional de Promoção, Proteção e Apoio à Amamentação . A iniciativa busca ampliar o acesso à assistência e garantir atenção de qualidade em todas as fases.
A amamentação está entre as principais formas de proteger a saúde do bebê e fortalecer a relação entre mãe e filho. No entanto, dúvidas e informações incorretas podem causar insegurança durante esse período.
A Coordenação-Geral de Atenção à Saúde das Crianças, Adolescentes e Jovens, vinculada à Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps/MS), esclarece algumas das dúvidas mais comuns relacionadas ao aleitamento materno.
Bebê querer mamar várias vezes ao dia é normal
VERDADE – A recomendação é que o bebê seja amamentado em livre demanda, sempre que demonstrar vontade e pelo tempo que desejar. Cada criança apresenta um ritmo próprio e, com o crescimento, é comum que o intervalo entre as mamadas aumente.
O leite materno perde os benefícios depois dos seis meses
MITO – Até os seis meses de vida, o leite materno deve ser oferecido como único alimento. Depois desse período, ele continua sendo uma fonte importante de nutrientes e fatores de proteção para a criança.
A partir dos seis meses, a amamentação deve ser acompanhada da introdução de uma alimentação adequada e saudável, mantendo o aleitamento materno até os dois anos de idade ou mais.
Quanto mais o bebê mama, maior é a produção de leite
VERDADE – A produção do leite materno está relacionada ao esvaziamento das mamas. Quanto mais vezes o bebê mama ou quanto maior a retirada de leite, seja manualmente ou com o auxílio de uma bomba, maior será o estímulo para que o organismo produza leite.
Toda mulher pode ser doadora de leite materno
VERDADE – Mulheres saudáveis que produzem uma quantidade de leite superior à necessidade do próprio bebê e que não utilizam medicamentos capazes de interferir na amamentação podem ser doadoras.
Para realizar a doação, é necessário procurar um Banco de Leite Humano , que fornecerá as orientações necessárias sobre os procedimentos para coleta e doação.
Mãe gripada precisa interromper a amamentação?
MITO – A gripe não é transmitida pelo leite materno. Ao contrário, por meio do leite, a mãe fornece anticorpos que ajudam na proteção do bebê.
A recomendação é continuar amamentando e adotar cuidados adicionais, como higienizar bem as mãos e utilizar máscara ou pano limpo cobrindo o nariz e a boca durante as mamadas.
O bebê deve receber somente leite materno até os seis meses
VERDADE – Durante os primeiros seis meses de vida, o bebê não necessita de água, chás, outros tipos de leite ou alimentos. O leite materno fornece os nutrientes e a quantidade de líquidos necessários para essa fase.
Depois dos seis meses, deve ser iniciada uma alimentação complementar adequada e saudável, sem interromper a amamentação, que é recomendada até os dois anos ou mais.
Bebê precisa tomar água antes dos seis meses em dias quentes
MITO – Mesmo quando as temperaturas estão elevadas, o leite materno fornece toda a água necessária para manter o bebê hidratado.
Em períodos de calor intenso, a orientação é oferecer o peito com maior frequência, mantendo a amamentação em livre demanda.
Mamadeira e chupeta podem prejudicar a amamentação
VERDADE – A sucção realizada pelo bebê na mamadeira ou na chupeta é diferente daquela feita durante a amamentação no peito. Essa diferença pode levar à chamada “confusão de bicos” , dificultando a pega adequada.
Além disso, o uso desses produtos pode reduzir a frequência das mamadas, interferir na produção de leite e contribuir para o desmame precoce.
Estresse pode fazer o leite materno “secar”
MITO – O estresse não interrompe a produção do leite materno, mas pode dificultar a sua saída e tornar a amamentação mais difícil.
Nessas situações, o apoio da família, o descanso e a continuidade da amamentação são importantes para ajudar a mãe a enfrentar as dificuldades.
Mais informações
O Ministério da Saúde disponibiliza orientações sobre amamentação e alimentação complementar no Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos .
