Celebrado nesta quinta-feira, 8 de outubro, o Dia do Nordestino é uma oportunidade de reconhecer a contribuição de um povo que ajudou a construir a história, a economia e a identidade cultural de Três Lagoas. Da chegada dos primeiros trabalhadores pela ferrovia às grandes obras de infraestrutura e à expansão da indústria de celulose, a presença nordestina atravessa gerações e permanece marcante no desenvolvimento do município.
Em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, essa história começou a ganhar força com a implantação da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que abriu caminhos para a chegada de trabalhadores e famílias de diferentes regiões do país. Entre eles estavam nordestinos que encontraram na cidade oportunidades de trabalho e a possibilidade de construir uma nova vida.
Décadas depois, a construção da Usina Hidrelétrica de Jupiá, no Rio Paraná, impulsionou outra importante fase de migração. Trabalhadores participaram das obras da barragem e muitos permaneceram em Três Lagoas, formando famílias, estabelecendo negócios e criando raízes.
O movimento ganhou novo impulso com a industrialização e a chegada das grandes fábricas de celulose, especialmente os empreendimentos da Suzano e da Eldorado Brasil. A construção das unidades industriais e a expansão das atividades florestais atraíram profissionais de várias partes do Brasil, incluindo milhares de trabalhadores nordestinos.
Mais recentemente, a expansão do setor no leste de Mato Grosso do Sul, com novos investimentos industriais, mantém viva essa relação entre migração, trabalho e desenvolvimento regional.
Mas a contribuição nordestina vai muito além das grandes obras. Ela está presente na gastronomia, no comércio, na música, nas tradições e nas histórias de famílias que transformaram Três Lagoas em seu lar.
