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Maria Pequena - Uma vida dedicada às crianças órfãs de TL

A pioneira na Assistência Social de Três Lagoas e a mulher responsável pela criação do “Poço de Jacó"

Hojemais Três Lagoas - Ana Carolina Kozara e Aurora Vilalba
15/06/19 às 16h09

Quem mora em Três Lagoas já ouviu falar, da Rua Maria Guilhermina Esteves, mas o que poucos sabem é que a dona deste nome foi a pioneira na Assistência Social de Três Lagoas e a mulher responsável pela criação do “Poço de Jacó”.

Mais conhecida como “Maria Pequena”, a mineira dedicou sua vida a cuidar de crianças órfãs. Maria era casada com Manoel Estevam, não tiveram filhos biológicos, mas foi mãe de coração de mais de cem crianças durante sua vida.

Maria acolhia crianças órfãs nos fundos de sua casa, localizada na Rua Custódio Andreas, criava, educava e dava amor aos pequenos, independentemente de sua cor, raça, sexo ou religião.

Com o passar dos anos e com a quantidade de crianças que foram chegando ao lar, Maria fundou o “Abrigo Poço de Jacó” e passou a receber uma ajuda mensal da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB) e apoio do ex-governador Pedro Pedrossian.

Em 1973 um temporal derrubou a casa de caridade e com a ajuda de Deoclécio Bispo dos Santos, chefe da Camargo Corrêa, construíram um novo prédio para o abrigo, agora situado na Rua Protázio Garcia.

Enereide Barbosa, sobrinha neta de “Maria Pequena” conta que a tia faleceu há 45 anos e durante sua vida foi uma pessoa que fez a diferença na vida de muitas pessoas, transformando crianças abandonadas em homens e mulheres de sucesso.

Maria foi a mãe, a conselheira e a educadora de mais de cem crianças, era conhecida por sua paciência e pelos bons conselhos que dava aos pequenos.

O músico Eduardo Alves foi um dos filhos de Pequena. Com lágrimas nos olhos Duzão, como é conhecido no meio musical, conta que perdeu a mãe biológica no dia em que completava 10 anos, seu pai precisava trabalhar e não conseguia cuidar de cinco crianças, foi quando os irmãos foram acolhidos no “Poço de Jacó” onde foram criados pela mineira que para Eduardo, foi uma das pessoas mais importantes de sua vida.

Demorival dos Santos, 59 anos, seu irmão e sua mãe foram retirantes do Nordeste, foram para São Paulo em busca de uma vida melhor, passaram por muitas necessidades e mudaram de vida quando conheceram a obra de “Maria Pequena” vieram para Três Lagoas e foram acolhidos pela vó, como era carinhosamente chamada por muitos de seus filhos.

Santos conta que a mãe passou a trabalhar e ajudar Maria e ele e seu irmão foram acolhidos, e receberam educação na casa. Demorival conta que Pequena não fazia distinção de idade, atendia crianças, adultos e idosos, dando todo o amor e carinho que estas pessoas buscavam e precisavam.


O “Poço de Jacó” foi a primeira casa se acolhimento de Três Lagoas, deu origem à casa lar e atualmente é chamada de unidade de acolhimento, que abriga crianças em estado de vulnerabilidade, mantendo o conceito de amor e educação criado por “Maria Pequena”.

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