A paralisação dos funcionários da Caixa Econômica Federal chega ao seu 12º dia nesta segunda-feira (21). Em Três Lagoas e em outras 39 agências espalhadas por Mato Grosso do Sul, o atendimento ao público segue suspenso enquanto a categoria define os rumos da mobilização e avalia uma nova contraproposta apresentada pela direção da instituição financeira.
O impasse, que afeta a rotina de milhares de clientes na Costa Leste e em todo o Estado, pode ser destravado nas próximas horas. Na última quinta-feira (17), a Caixa colocou na mesa uma nova oferta focada em uma das principais reivindicações dos trabalhadores: a assistência médica.
O banco propõe o aumento da sua participação no custeio do plano Saúde Caixa — passando dos atuais 6,5% para 9% da folha de pagamento a partir de 2027. Além disso, a instituição garante a manutenção do pacto intergeracional e a permanência do Saúde Caixa no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
DECISÃO NAS URNAS VIRTUAIS
De acordo com o Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região (SEEBCG-MS), os rumos do movimento estão nas mãos dos próprios trabalhadores. Uma assembleia virtual foi aberta às 10h de hoje, utilizando um sistema de votação de alcance nacional. Os bancários têm até as 17h (horário de Mato Grosso do Sul) para registrar o voto. A divulgação do resultado, confirmando o fim da greve ou a sua continuidade, está prevista para acontecer até as 18h.
A presidente do sindicato, Thelma Regina Canisso, pontuou que o cenário agora depende exclusivamente da deliberação da base. "A Caixa apresentou outra proposta que está sendo submetida à aprovação ou rejeição pelos bancários", resumiu a dirigente.
Caso a categoria aceite os novos termos, a expectativa é que o funcionamento das agências em Três Lagoas e nos demais municípios sul-mato-grossenses seja normalizado na terça-feira (22). Se a proposta for rejeitada, a greve segue por tempo indeterminado.
