Francolino Teixeira da Silva, de 34 anos, conhecido como "Frank" ou "Monstrão", foi assassinado na noite desta quinta-feira, 8 de agosto, em Três Lagoas. O crime ocorreu na Rua José Amin, no Jardim Cangalha.
De acordo com informações apuradas pelo Hojemais, Frank estava em casa na companhia de sua esposa quando foi chamado por duas pessoas, ainda não identificadas, que estavam no portão. Ao atender, ele foi surpreendido por vários disparos de arma de fogo. A vítima tentou correr para dentro de sua residência na tentativa de se proteger, mas acabou morrendo no local.
Os autores dos disparos fugiram e tomaram rumo ignorado. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas apenas pôde constatar o óbito. A Polícia Militar (PM) e a Polícia Civil estiveram no local para dar início às investigações sobre o homicídio.
A perícia técnica da Polícia Civil realizou os procedimentos necessários e liberou o corpo, que foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL).
Frank, conhecido como "Monstrão", possuía antecedentes criminais e já havia sido preso por envolvimento na morte do policial militar aposentado Otacílio Pereira de Oliveira, em 2013, no bairro Osmar Ferreira Dutra. Na ocasião, o policial foi emboscado e alvejado com quatro tiros, sendo dois nas pernas e dois no abdômen. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu na madrugada do dia 7 de março de 2013.
Segundo a Polícia Civil, a ordem para a execução do policial Otacílio teria vindo do comando de facções nos estados de São Paulo e Paraná, e foi repassada ao grupo por Marcos Barbosa, de 36 anos, conhecido como "Pinduca", preso na Penitenciária de Segurança Máxima. O crime teria sido uma demonstração de força da facção.
João Carlos Olegário da Silva, conhecido por "AK", "Coruja" ou "Sensação", também envolvido na morte do policial Otacílio, morreu no início desta semana durante uma ação da Força Tática. A polícia recebeu denúncias de que um homem armado estava próximo a um posto de combustível na Avenida Clodoaldo Garcia. Ao tentar abordá-lo, João Carlos sacou um revólver e ameaçou os policiais, que reagiram para proteger a integridade da equipe e das pessoas presentes. Ele foi baleado e socorrido ao Hospital Auxiliadora, mas não resistiu aos ferimentos.
O corpo de João Carlos Olegário também foi encaminhado ao IMOL para os procedimentos de praxe antes de ser liberado para o sepultamento.
As investigações sobre o assassinato de Francolino Teixeira continuam, e a polícia busca identificar os autores do crime e os motivos por trás do homicídio.
