Valdecir Oliveira dos Santos, réu pelo homicídio do genro Adriano de Souza Silva, foi absolvido pelo Conselho de Sentença durante julgamento realizado no dia 31 de março em Três Lagoas. O crime aconteceu em 18 de julho de 2020, após Adriano agredir a companheira, filha de Valdecir, durante uma confraternização familiar.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) também denunciou Antônio Telis da Silva pelo homicídio, mas o Conselho de Sentença acatou a tese de falta de provas de sua participação no crime.
Histórico do caso
Adriano mantinha relacionamento com a filha de Valdecir há cerca de cinco anos, e o casal tinha dois filhos. Na noite do crime, após um desentendimento, o homem teria desferido um soco no rosto da companheira diante de familiares e deixado o local. A situação foi comunicada a Valdecir, que decidiu ir atrás do genro.
Pai e filha saíram em um veículo e encontraram Adriano nas proximidades de um posto. Ao perceber a aproximação, ele tentou fugir e atravessou a rodovia, parando em uma lanchonete, onde houve nova discussão. Mesmo com a tentativa de testemunhas de conter a briga, Adriano voltou a agredir a companheira, arremessando uma mesa plástica que atingiu a cabeça da mulher.
Legítima defesa reconhecida
Valdecir então sacou uma faca e perseguiu o genro, que conseguiu fugir. Na sequência, o acusado foi até o carro da vítima, retirou a chave da ignição e encontrou uma arma de fogo sob o banco. Pai e filha tentaram acionar a polícia, mas não conseguiram contato imediato.
Depois disso, Valdecir deixou a filha em casa e saiu novamente. Ele foi até a residência de Antônio Telis da Silva, que passou a dirigir o veículo. Os dois retornaram ao pátio do posto, onde Adriano estava. Conforme a acusação, a vítima foi surpreendida e atingida por disparos de arma de fogo efetuados por Valdecir.
Durante a sessão de julgamento, o promotor de Justiça Luciano Anechini Lara Leite representou pela absolvição. O Conselho de Sentença reconheceu a legítima defesa de Valdecir em razão das agressões cometidas pela vítima contra a companheira. A sentença foi assinada pelo juiz Rodrigo Pedrini Marcos.
*Com informações do Campo Grande News
