Aparecida Graciano de Souza está sendo julgada nesta quarta-feira (11), em júri popular transmitido ao vivo pelo canal Júris em Três Lagoas, acusada de matar, esquartejar e ocultar o corpo do marido, Antônio Ricardo Cantarim, de 63 anos. O crime ocorreu em maio de 2023, no município de Selvíria.
Aparecida, que tinha 61 anos à época, foi presa em flagrante no dia 26 de maio, quatro dias após o homicídio. À Polícia Civil, ela confessou o crime durante o interrogatório.
O crime
O caso começou a ser investigado depois que o tronco de um homem foi encontrado dentro de uma mala às margens da rodovia BR-158. As outras partes do corpo — cabeça, braços e pernas — ainda não haviam sido localizadas.
Após intensas diligências, a Seção de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia de Selvíria recebeu informações sobre o desaparecimento de Antônio e os conflitos que ele mantinha com a esposa. Inicialmente, a acusada negou envolvimento, mas acabou entrando em contradição e confessou o crime, indicando aos policiais o local onde as demais partes do corpo estavam escondidas.
A vítima teria sido envenenada com “mão branca”, um veneno para ratos. Após a morte, Aparecida esquartejou o corpo e guardou os membros no freezer, onde também mantinha alimentos usados para a produção de lanches. O tronco foi descartado em uma mala, enquanto os demais pedaços foram jogados à beira da rodovia no dia seguinte.
A Polícia Civil agiu rapidamente, e em menos de 48 horas o crime foi solucionado. A autora segue presa preventivamente desde então.
