Polícia

Júri condena acusados de matar carpinteiro no Santa Rita em 2016

Cristian Tomanzini foi condenado em 18 anos e 8 meses em regime fechado e Alexandre Mendes em 13 anos e 4 meses em regime semiaberto

Albecyr Pedro - Hojemais Três Lagoas
10/10/19 às 02h43
Tribunal do júri de Três Lagoas (Foto: Albecyr Pedro)

Após 14 horas de julgamento o Juiz de Direito Rodrigo Pedrini Marcos da 1ª Vara Criminal leu a sentença que condenou Cristian Lucas Tomanzini em 18 anos e oito meses em regime fechado e Alexandre Henrique Mendes em 13 anos e quatro meses em regime semiaberto.

O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (9) através de júri popular composto por quatro mulheres e três homens, no Tribunal do Júri no Fórum Estadual de Três Lagoas.

A testemunha de defesa Afonso Alves de Queiroz recebeu voz de prisão do magistrado por falso testemunho durante o interrogatório.

A dupla, Cristian e Alexandre foram denunciados pelo Ministério público pela tentativa de homicídio qualificado de Reginaldo Francisco dos Santos e homicídio qualificado de Alex de Lima Ferreira.

Testemunha de defesa recebeu voz de prisão por falso testemunho (Foto: Albecyr Pedro)
Alex de Lima Ferreira executado dia 28 de novembro de 2016 (Foto: Reprodução)

De acordo com a denúncia do Ministério Público, por volta das 12h40 do dia 28 de novembro de 2016 a dupla teria tentado matar, mediante dissimulação, Reginaldo Francisco dos Santos e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e perigo comum, executado Alex de Lima Ferreira com vários disparos de revólver.

Durante o julgamento, os acusados foram pronunciados nos termos da denúncia, quanto ao crime de homicídio consumado. Já quanto à tentativa, foram absolvidos por não possuir provas suficientes para a condenação dos réus.

Sobre os acusados diz a sentença lida pelo magistrado: “Considero que a culpabilidade do acusado superou a normalidade, haja vista que o crime foi cometido com ares de execução, com 12 disparos de arma de fogo, sendo tiros dados pelas costas e os derradeiros no rosto da vítima quando estava caída ao chão, demonstrando um dolo muito intenso na execução do crime”.

Devido ao acusados possuir maus antecedentes criminais, e ante a presença de duas circunstâncias judiciais desfavoráveis, foi fixado à pena-base acima do mínimo legal do homicídio na primeira fase, que era de 16 anos de reclusão.

Para Tomanzini, ainda conforme a sentença, não foi verificada a presença de atenuantes e ele teve a pena aumentada para os 18 anos e oito meses de reclusão.

Já para o acusado Alexandre, houve a presença da atenuante uma vez que de acordo com o código penal pese a confissão do acusado não ser completa, “apenas assumindo a autoria de uma forma que lhe melhor convém”, consta na sentença.

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