Na manhã desta quarta-feira (31), a Operação Oscurità foi deflagrada para combater um esquema de desvio de dinheiro público destinado à Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) para o atendimento de pacientes ostomizados que necessitam de bolsas coletoras de urina ou fezes. Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Campo Grande e Camapuã.
Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o ex-coordenador da Apae, Paulo Henrique Muleta Andrade, desde 2021, direcionava compras da entidade para empresas fictícias criadas por ele mesmo, utilizando nomes de terceiros para desviar R$ 8 milhões em benefício próprio. A investigação contou com a colaboração da Apae de Campo Grande, que registrou uma redução nos custos das compras após o afastamento de Paulo Henrique em dezembro do ano passado.
Paulo Henrique foi denunciado por corrupção passiva na Operação Turn Off, com a denúncia recebida pelo Judiciário em 28 de junho deste ano. Ele ficou uma semana preso e atualmente responde ao processo em liberdade.
O termo Oscurità, que significa "obscuridade" em italiano, foi escolhido devido à pretensão do investigado de obter cidadania italiana e mudar-se após os desvios milionários. A investigação é conduzida pela 29ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de Campo Grande, com apoio do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
