Uma mulher conseguiu escapar do cativeiro, onde ficou aprisionada por cerca de 20 dias pelo ex-companheiro, com a ajuda da filha, no Assentamento Alambari, em Sidrolândia. O homem, que violou a medida protetiva, ameaçava a vítima de morte e a agredia fisicamente. Ele foi detido pelas autoridades.
A mulher, que buscou auxílio, revelou que teve um relacionamento com o agressor por aproximadamente um ano. Em 21 de fevereiro de 2024, registrou uma queixa contra ele na DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) de Campo Grande, solicitando medidas protetivas urgentes, as quais foram concedidas pelo tribunal.
Entretanto, em 9 de maio de 2024, o agressor desrespeitou a decisão judicial e voltou à residência, confiscando o celular da vítima e a impedindo de contatar a filha. Desconfiada da situação, a filha foi verificar o que ocorria na casa. Ao constatar que sua mãe estava sendo mantida contra a vontade, conseguiu resgatá-la.
As duas encontraram uma viatura da Polícia Militar durante o trajeto e solicitaram ajuda. Os policiais foram até a residência, onde localizaram o agressor, que foi detido e levado à delegacia. A vítima relatou ter sido agredida na noite anterior, apresentando lesões.
Após a prisão do ex-companheiro, a mulher entregou uma arma de pressão encontrada na casa, que era usada pelo agressor para fazer ameaças.
