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Operação apreende mais de 160 volumes de produtos com suspeita de falsificação

Os responsáveis pelos estabelecimentos terão prazo de 20 dias para apresentar defesa no processo administrativo instaurado pelo órgão de defesa do consumidor.

Da Redação
10/06/26 às 10h33
(Foto: Divulgação/Procon-MS)

Uma operação conjunta realizada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon) e pelo Procon de Mato Grosso do Sul resultou na apreensão de mais de 160 volumes de produtos com indícios de falsificação em duas lojas de Campo Grande. A ação ocorreu nesta terça-feira (9) e terminou com duas pessoas detidas.

Segundo a Polícia Civil, a fiscalização foi desencadeada após denúncias feitas por representantes de marcas comerciais e também por consumidores. Durante a operação, foram encontrados diversos produtos que apresentavam características semelhantes às de marcas conhecidas, levantando suspeitas de contrafação.

Entre os itens apreendidos estão carregadores e capas para celular, fones de ouvido, caixas de som, controles de videogame, pen drives, ferramentas elétricas, copos térmicos, mochilas e brinquedos.

As equipes também recolheram 47 cartelas de adesivos utilizados para aplicação em mercadorias, além de embalagens destinadas a reproduzir a aparência de produtos originais. Em uma das lojas vistoriadas, foram apreendidos ainda 15 cigarros eletrônicos, cuja comercialização é proibida no Brasil.

De acordo com o delegado titular da Decon, Wilton Vilas Boas de Paula, a operação tem como objetivo combater crimes contra as relações de consumo e também a sonegação fiscal.

“A maioria desses produtos não tem qualidade nenhuma e representa um risco para a população”, destacou o delegado.

Peritos criminais estiveram nos estabelecimentos para documentar a exposição e comercialização dos produtos. Paralelamente, fiscais do Procon lavraram autos de infração por irregularidades como ausência de preços nos produtos, falta de exemplar do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e venda de mercadorias com indícios de falsificação.

Os responsáveis pelos estabelecimentos terão prazo de 20 dias para apresentar defesa no processo administrativo instaurado pelo órgão de defesa do consumidor.

Todo o material apreendido será encaminhado à Receita Federal para os procedimentos cabíveis. Já na esfera criminal, duas pessoas foram detidas e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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