Uma ação integrada do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul resultou, nesta terça-feira, na deflagração da Operação Crédito Fantasma, com o cumprimento de mandados judiciais em cidades do estado de São Paulo. A ofensiva foi conduzida pela 10ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, com apoio da Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC/CI-MPMS), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de São Paulo, do núcleo de Campinas e da Polícia Civil de São Paulo .
As diligências ocorreram em São Paulo, Campinas e Guarulhos, onde foram executados quatro mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. Durante a operação, foram recolhidos celulares, computadores e documentos que devem auxiliar no avanço das investigações.
O grupo é investigado por crimes como estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo apurado, os suspeitos tinham como principais alvos idosos, aposentados e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social . Para aplicar os golpes, eles se passavam por funcionários de bancos, utilizavam dados bancários obtidos de forma ilegal e recorriam a documentos falsos para convencer as vítimas a realizar transferências via Pix.
Após os depósitos, os valores eram rapidamente distribuídos entre diversas contas bancárias, dificultando o rastreamento do dinheiro. Em um dos casos identificados, um investigado movimentou mais de R$ 2,3 milhões no período analisado.
A operação teve como base o cruzamento de dados telemáticos e bancários realizado pela UICC, que identificou dezenas de vítimas em diferentes regiões do país.
O MPMS alerta a população para redobrar a atenção diante de contatos inesperados de supostos representantes de instituições financeiras. Bancos não solicitam transferências para terceiros como forma de cancelar ou regularizar serviços. Casos suspeitos podem ser denunciados à Ouvidoria do órgão.
