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Operação “Pombo Sem Asas” mira esquema de entrada de drogas e celulares em presídio de MS

Investigação aponta envolvimento de policial militar em esquema ligado a facção criminosa.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
12/03/26 às 07h45
Foto: Reprodução/MPMS

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul , por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou a Operação Pombo Sem Asas com o objetivo de desarticular um esquema criminoso responsável por introduzir drogas e aparelhos celulares em unidades prisionais de Campo Grande.

As investigações apontam que integrantes de uma facção criminosa de atuação nacional utilizavam um esquema de corrupção envolvendo um policial militar para facilitar a entrada de materiais ilícitos no complexo penitenciário da capital.

Esquema envolvia arremessos de pacotes sobre o presídio

De acordo com o Ministério Público, o policial investigado atuava na vigilância externa do presídio e recebia propina de detentos e familiares para permitir o arremesso de pacotes contendo drogas e celulares por cima dos muros da unidade.

O esquema funcionava com coordenação interna de presos, que organizavam a logística dos arremessos, enquanto integrantes da organização criminosa em liberdade executavam a entrega dos materiais do lado de fora do presídio.

Mandados são cumpridos em quatro estados

A operação cumpre 35 mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorrem em Campo Grande, além de cidades nos estados de São Paulo , Mato Grosso e Rio Grande do Norte .

A ação conta com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, da inteligência penitenciária da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e de equipes operacionais da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul .

Nome da operação faz referência à prática criminosa

Segundo o Gaeco, o nome “Pombo Sem Asas” faz referência ao termo usado pelos próprios criminosos para identificar os pacotes com drogas e celulares arremessados para dentro do presídio, conhecidos como “pombos”.

A operação busca interromper essa logística criminosa, que permitia a comunicação de detentos com o meio externo e o fortalecimento das atividades da facção dentro e fora do sistema prisional.

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