A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (13), a Operação Klonen , para investigar a atuação de um grupo criminoso suspeito de envolvimento em fraudes bancárias eletrônicas, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial .
Ao todo, estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão em cidades dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás . As diligências ocorrem no Rio de Janeiro/RJ (5), Guarulhos/SP (2), Carapicuíba/SP (2), Indaiatuba/SP (1), Goiânia/GO (9), Senador Canedo/GO (1) e Anápolis/GO (1) .
A operação também cumpre quatro mandados de prisão preventiva , sendo um no Rio de Janeiro, um em Guarulhos, um em Goiânia e outro em Carapicuíba. As medidas foram autorizadas pela 10ª Vara Criminal Federal da Subseção Judiciária de São Paulo .
As investigações começaram após uma instituição financeira alemã comunicar à Polícia Federal que havia sido vítima, no final de 2023, de um ataque cibernético originado no Brasil . O crime teria provocado um prejuízo estimado em aproximadamente € 30 milhões .
Segundo a PF, os valores obtidos por meio das fraudes eletrônicas eram movimentados e ocultados com o uso de cartões de pagamento emitidos sem autorização dos beneficiários, contas de passagem, empresas, instituições de pagamento e plataformas de ativos virtuais .
As apurações também apontaram que um dos investigados foi candidato a cargo eletivo em 2024 e teria utilizado, durante a campanha eleitoral, parte dos recursos obtidos ilicitamente .
Além das medidas de busca e prisão, a Justiça determinou o sequestro de ativos financeiros, veículos e imóveis , até o limite aproximado de R$ 106 milhões .
Os investigados poderão responder, conforme o grau de participação de cada um, pelos crimes de furto qualificado mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro , além de outras possíveis infrações identificadas durante o andamento das investigações.
A Operação Klonen é resultado de informações obtidas por meio do Projeto Tentáculos , desenvolvido a partir de acordos de cooperação técnica firmados entre a Polícia Federal, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e instituições financeiras e de pagamento .
