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Polícia Civil combate furto de energia elétrica

Nesta terça-feira (16), a Polícia Civil deflagrou operação para identificar fraudes em medidores de energia elétrica de residências e comércios.

Da redação  - Hojemais Três Lagoas
16/04/24 às 14h12
Imagem: Polícia Civil

Nesta terça-feira (16), a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, através da Delegacia de Costa Rica, com apoio da ENERGISA e da Unidade de Perícias, deflagrou operação para identificar fraudes em medidores de energia elétrica de residências e comércios. 

Depois de investigações do Núcleo de Inteligência, com dados da concessionária, foram constatadas divergências de informações sobre o consumo de energia, razão pela qual as equipes policiais, peritos e técnicos da Energisa foram aos imóveis para vistoriar os padrões de mais de seis imóveis das cidades, onde foram constatadas as fraudes pela perícia oficial.

Os moradores foram encaminhados à Delegacia de Polícia para prestarem os devidos esclarecimentos e poderão responder pelo crime de furto de energia elétrica.

Subtrair energia pode configurar os crimes dos artigos 155 (furto) e 171 (estelionato), ambos do Código Penal brasileiro. Além de poder causar acidentes fatais devido às ligações clandestinas, que podem provocar incêndios e explosões, sendo a segunda maior causa de morte no país relacionada à energia elétrica.

Outro fator de importância é que grande parte do prejuízo com as fraudes é direcionada mensalmente aos demais consumidores, que acabam arcando com parte do custo inerente à reposição das perdas decorrentes destas ligações clandestinas, que chegam a R$ 175 milhões no Mato Grosso do Sul e que encarecem a conta em até 10%, conforme autorização da agência reguladora do setor, a Aneel.

As fraudes, mais conhecidas como “gato”, trazem sobrecarga da rede elétrica e podem piorar a qualidade do serviço prestado, deixando o sistema mais suscetível a interrupções e oscilações de energia. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que as fraudes no Brasil são gigantescas, representando mais do que 31,5 mil gigawatts, o que pode sustentar imóveis em grande parte do Estado do Mato Grosso do Sul.

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