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Polícia conclui que psicóloga Simone do Nascimento foi morta pelo filho de 24 anos

Testemunha contou a polícia que viu a vítima engateando pela rodovia.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
17/04/24 às 07h33
Simone chegou a pedir ajuda e disse que estava sendo agredida pelo filho ( Arquivo Pessoal)

A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, por intermédio da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), concluiu nesta terça-feira, 16, com apoio da Delegacia de Polícia Civil de Andradina-SP, as investigações de um caso de feminicídio ocorrido no último dia 07, em Três Lagoas. Conforme as informações levantadas, a psicóloga Simone do Nascimento, de 46 anos foi morta pelo filho de 24 anos.

Inicialmente a ocorrência deu entrada com uma alegação de suicídio. O filho da vítima havia informado que eles estavam voltando de um rancho em Três Lagoas para Andradina, quando a mãe teria se jogado do carro em movimento.

No entanto, durante as investigações, foi apurado que, na verdade, ela sofreu um feminicídio praticado pelo próprio filho. O autor, que é usuário de drogas, foi visto no rancho, bastante alterado, discutindo com a mãe porque ele queria guiar o carro até a cidade. 

“Nós localizamos testemunhas na Roodovia MS 320, que liga a área rural onde eles estavam até a zona urbana de Três Lagoas, que viram esta vítima parada na Rodovia. A testemunha parou também. A vítima pediu ajuda e disse que estava sendo agredida pelo filho. E a testemunha viu o filho pegando a vítima pelo braço, pela ela nuca colocando ela novamente dentro do carro, e seguiu o caminho. Quando a testemunha olhou pelo retrovisor, ainda viu a vítima engateando pela Rodovia. Depois, a última visão que se tem desta vítima, mais ou menos, em um raio de 8 km a frente, foram as outras testemunhas que viram o corpo dela caindo de dentro do carro onde ela estava”, contou a delegada Letícia Mobis, titular da DAM de Três Lagoas e responsável pelas investigações.

De acordo com a delegada, esses elementos juntos de outros fatos apurados na investigação, principalmente a natureza das lesões que havia no corpo da vítima e o histórico do filho que já tinha passagem e prisão anterior por ter agredido a vítima em 2022, levaram a se pensar na tese de feminicídio.  Agora o caso vai ser encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para julgamento.  

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