A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul investiga um caso de tortura e agressão contra uma mulher trans de 29 anos, ocorrido no último sábado (14), em Ponta Porã . A vítima foi espancada e teve uma suástica nazista marcada no braço com uma faca aquecida, segundo relato registrado em boletim de ocorrência.
De acordo com informações de G1, três pessoas são investigadas, entre elas o namorado da vítima, de 22 anos, além de um casal suspeito de participar das agressões.
Vítima relata emboscada
Segundo o registro policial, a vítima afirmou que foi chamada para ir até a casa do casal após receber a promessa de pagamento por um serviço de limpeza e corte de grama. O namorado teria acompanhado a mulher até o local.
Ao chegar ao endereço, conforme o relato, o dono da casa iniciou as agressões com a ajuda do namorado da vítima. A mulher afirmou que tentou fugir, mas foi imobilizada, enquanto os suspeitos a agrediam com socos, chutes e objetos.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, a esposa do suspeito também teria participado das agressões e chegou a cravar uma faca no celular da vítima para impedir que ela pedisse ajuda.
Durante as agressões, a vítima relatou que o suspeito pediu para que a esposa esquentasse uma faca. Com o objeto quente, ele teria desenhado uma suástica nazista no braço esquerdo da mulher, próximo ao ombro.
Após o ataque, a vítima afirmou que foi liberada, mas sob ameaça de morte, caso procurasse a polícia.
Suspeitos foram levados à delegacia
Depois de deixar o local, a mulher procurou ajuda e registrou o caso. Durante as diligências, o primeiro suspeito localizado pelos policiais foi o namorado da vítima, que confessou participação nas agressões, afirmando que apenas a segurou enquanto o casal a agredia.
Os outros dois suspeitos também foram localizados na residência onde o crime teria ocorrido. O homem afirmou aos policiais que havia combinado pagar a vítima por um serviço de faxina e alegou que houve uma discussão entre ela e o namorado, que teria evoluído para agressões. A esposa dele apresentou a mesma versão.
Apesar das versões divergentes, os três suspeitos foram encaminhados para a delegacia em Ponta Porã . O caso foi registrado como lesão corporal e tortura, e segue sob investigação da Polícia Civil.
