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Polícia investiga tortura após mulher trans ser espancada e marcada com suástica em MS

Crime ocorreu em Ponta Porã e três suspeitos, incluindo o namorado da vítima, foram levados à delegacia.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
16/03/26 às 07h42
Foto: PCMS/Divulgação

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul investiga um caso de tortura e agressão contra uma mulher trans de 29 anos, ocorrido no último sábado (14), em Ponta Porã . A vítima foi espancada e teve uma suástica nazista marcada no braço com uma faca aquecida, segundo relato registrado em boletim de ocorrência.

De acordo com informações de  G1, três pessoas são investigadas, entre elas o namorado da vítima, de 22 anos, além de um casal suspeito de participar das agressões.

Vítima relata emboscada

Segundo o registro policial, a vítima afirmou que foi chamada para ir até a casa do casal após receber a promessa de pagamento por um serviço de limpeza e corte de grama. O namorado teria acompanhado a mulher até o local.

Ao chegar ao endereço, conforme o relato, o dono da casa iniciou as agressões com a ajuda do namorado da vítima. A mulher afirmou que tentou fugir, mas foi imobilizada, enquanto os suspeitos a agrediam com socos, chutes e objetos.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, a esposa do suspeito também teria participado das agressões e chegou a cravar uma faca no celular da vítima para impedir que ela pedisse ajuda.

Durante as agressões, a vítima relatou que o suspeito pediu para que a esposa esquentasse uma faca. Com o objeto quente, ele teria desenhado uma suástica nazista no braço esquerdo da mulher, próximo ao ombro.

Após o ataque, a vítima afirmou que foi liberada, mas sob ameaça de morte, caso procurasse a polícia.

Suspeitos foram levados à delegacia

Depois de deixar o local, a mulher procurou ajuda e registrou o caso. Durante as diligências, o primeiro suspeito localizado pelos policiais foi o namorado da vítima, que confessou participação nas agressões, afirmando que apenas a segurou enquanto o casal a agredia.

Os outros dois suspeitos também foram localizados na residência onde o crime teria ocorrido. O homem afirmou aos policiais que havia combinado pagar a vítima por um serviço de faxina e alegou que houve uma discussão entre ela e o namorado, que teria evoluído para agressões. A esposa dele apresentou a mesma versão.

Apesar das versões divergentes, os três suspeitos foram encaminhados para a delegacia em Ponta Porã . O caso foi registrado como lesão corporal e tortura, e segue sob investigação da Polícia Civil.

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