Na noite do último domingo, por volta das 20h, Yasmin Osório Cabral, servidora lotada na Corregedoria de Trânsito (Cotra) do Detran-MS, foi presa em decorrência de suspeitas de envolvimento em um esquema de corrupção que desviou aproximadamente R$ 290 mil.
A operação, investigada pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), revelou que Yasmin era peça fundamental na identificação dos "beneficiários" desses desvios.
Conforme apurado, Yasmin utilizava senhas de outros servidores do Detran-MS para acessar o sistema e identificar caminhões com restrições. Em seguida, ela repassava essas informações ao despachante David Cloky Hoffmam Chita, que exigia R$ 10 mil dos proprietários dos veículos para liberar os caminhões irregularmente. Estima-se que o grupo tenha liberado cerca de 200 veículos, e Yasmin teria sido recompensada com presentes como um iPhone 15 Pro Max, joias e transferências via Pix.
O advogado de defesa da servidora, André Stuart, apresentou um pedido de habeas corpus na última segunda-feira (8), que ainda aguarda uma resposta do judiciário. Por sua vez, o desembargador Fernando Paes de Campos negou o pedido de revogação da prisão preventiva de David Cloky Hoffmam Chita, que está foragido e identificado como chefe do esquema, em decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de MS (TJMS).
Em nota, o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) afirmou que a investigação corre sob sigilo de justiça e que está colaborando com os órgãos de controle para a apuração e punição rigorosa dos envolvidos. A instituição destacou que a descoberta das atividades ilícitas foi possível graças ao monitoramento contínuo realizado internamente.
