DONA XEPA
Nos últimos dias, quem entra no plenário da Câmara de Três Lagoas durante as sessões ordinárias tem a nítida impressão de estar em uma feira-livre. Além das conversas nos corredores, que às vezes chegam a atrapalhar o andamento dos trabalhos, nas últimas sessões a turma da Saúde tem agitado o ambiente com gritinhos e aplausos a cada discurso na tribuna.
SEM APLÁUSOS
E os vereadores, que não são bobos nem nada, estão aproveitando o embalo para sentir o gostinho de ser ovacionado. A exceção líder da prefeita Tonhão (PMDB) que às vezes tem que contrariar o público externando a posição do Executivo. Ao deixar o prédio do Legislativo, inclusive, Tonhão brincou com o fato de só ele não ter sido aplaudido.
SEM BARULHO
Vale lembrar mais uma vez que o regimento interno da Câmara proíbe qualquer manifestação barulhenta durante as sessões, do tipo vais ou aplausos.
CASA CHEIA
Por falar em sessão, ao comentar com um cidadão sobre o fato de a sessão estar lotada, ele respondeu: “também pudera, os assessores [dos vereadores] ocupam todos os lugares”.
ASSASSINANDO A GRAMÁTICA
“Pode deixa que nois vai mostra pra eles que nois manda aqui” (...)“Nois vai sentá o pau neles mesmo...”. Do vereador Gil do Jupiá (PSB) para o colega de partido Apóstolo Ivanildo. Ambos estavam revoltados com o descaso da Elektro para com eles e com a população. “Nós somos o elo de ligação [pleonasmo] entre a população e a prefeitura”. Vereador Jorginho do Gás (PSDB).
INFELIZ ANIVERSÁRIO
E a Sanesul também, mais uma vez esteve na mira dos parlamentares. O apóstolo Ivanildo comunicou que os vizinhos do reservatório atrás do Jomap estão comemorando 10 anos de vazamento ininterrupto de água potável, lembrando que, ironicamente, as conta de água vem com a sugestão para se economizar o líquido precioso.
...QUASE PARANDO
Aliás, falando em água, um jabuti da Lagoa Maior comunicou a este colunista que já tem gente do PMDB pedindo a cabeça do gerente regional da Sanesul, que teria vindo com a promessa de resolver todos os “velhos” problemas, que acabaram é aumentando. “Tá muito devagar [o gerente]”, resumiu pessoa ligada à cúpula peemedebista.