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Aedes preocupa em quase metade dos municípios

Vasos, garrafas e recipientes domésticos concentram 42,3% dos criadouros encontrados

Thais Constantino  - Hojemais Três Lagoas
08/10/26 às 14h58
Aedes preocupa em quase metade dos municípios (Foto: Reprodução | Primeira Página)

Quase metade dos municípios brasileiros avaliados pelo Ministério da Saúde apresenta situação de alerta ou risco de infestação pelo Aedes aegypti , mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya .

Segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (7), 49,2% das 3.732 cidades que enviaram informações estão nessas condições. Os dados são do segundo ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) , realizado entre maio e agosto de 2026.

O levantamento identifica regiões com maior presença do mosquito e os principais pontos utilizados para sua reprodução. Com a aproximação do verão, a preocupação aumenta devido às condições climáticas favoráveis à proliferação do inseto. Os resultados ajudam estados e municípios a antecipar ações de prevenção e controle, especialmente diante das condições associadas ao fenômeno El Niño .

Maioria dos criadouros está dentro de casa

Os dados mostram que vasos e pratos de plantas, garrafas e outros recipientes que acumulam água representam 42,3% dos criadouros encontrados.

Na sequência aparecem reservatórios de água , como caixas d’água e tonéis, com 26,1%. Já pneus e resíduos sólidos , incluindo latas, garrafas PET e entulhos, correspondem a 23%.

No Centro-Oeste , assim como nas regiões Sudeste e Sul, predominam os focos encontrados em recipientes domésticos, como vasos, pratos de plantas e garrafas.

No Norte, os principais criadouros são pneus e resíduos sólidos. No Nordeste, destacam-se os recipientes usados para armazenamento de água.

Casos de dengue caem 70% em 2026

Apesar do alerta relacionado à infestação do mosquito, o Brasil registra queda de aproximadamente 70% nos casos prováveis de dengue em 2026, na comparação com o mesmo período de 2025.

Até 26 de setembro, foram contabilizados 470,5 mil casos prováveis , contra 1,5 milhão no período equivalente do ano passado.

Também houve redução nos registros de outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Os casos de chikungunya caíram 43% , passando de 118.885 para 67.902. Já a zika teve redução de 35% , de 3.724 para 2.141 registros.

Mesmo com a queda, o Ministério da Saúde reforça que a prevenção deve continuar durante todo o ano, principalmente antes dos períodos de maior risco de transmissão.

Como combater o Aedes aegypti

A orientação é realizar inspeções frequentes dentro e fora das residências e eliminar locais que possam acumular água.

Entre os principais cuidados estão:

  • Manter caixas d’água, tonéis e cisternas fechados;
  • Retirar água de pratos de plantas e outros recipientes;
  • Guardar garrafas e baldes virados para baixo;
  • Limpar calhas e ralos;
  • Descartar corretamente pneus, latas, plásticos e entulhos;
  • Verificar quintais e áreas externas após as chuvas.

O Ministério da Saúde também informou que cerca de 2 mil municípios utilizam armadilhas para monitorar o mosquito , por meio da coleta de ovos.

A estratégia permite identificar áreas com maior concentração do Aedes aegypti e direcionar as ações de combate antes que aumente a transmissão das doenças.

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