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Ministério da Saúde estuda oferta de canetas emagrecedoras pelo SUS

Governo prepara protocolo para definir o uso de medicamentos contra obesidade na rede pública, estudo com semaglutida acompanha 250 pacientes

Da Redação
22/09/26 às 10h11
(Foto: Divulgação)

O Ministério da Saúde prepara um protocolo para avaliar a oferta de medicamentos à base de semaglutida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas com obesidade. A proposta foi destacada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que afirmou que uma eventual disponibilização deverá ocorrer de forma responsável e com orientação médica.

Atualmente, as chamadas “canetas emagrecedoras” ainda não são oferecidas pelo SUS. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) analisa um pedido de incorporação da semaglutida à rede pública.

Segundo Padilha, a intenção não é utilizar os medicamentos para fins exclusivamente estéticos, mas avaliar os benefícios do tratamento para pessoas com obesidade e outras condições de saúde.

Entre os grupos analisados pelo Ministério estão pacientes que aguardam cirurgia bariátrica, pessoas com obesidade associada a problemas cardíacos e mulheres que tiveram câncer de mama. A proposta é verificar se o tratamento pode trazer benefícios clínicos e reduzir complicações em grupos específicos.

Estudo acompanha pacientes no SUS

Desde junho, o Ministério da Saúde conduz, em parceria com o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), um estudo sobre o uso da semaglutida em pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras doenças.

O chamado Real-Bari acompanha cerca de 250 pacientes que têm indicação para cirurgia bariátrica. O protocolo busca avaliar aspectos clínicos, operacionais e econômicos do tratamento e estabelecer critérios para o acompanhamento dos participantes.

O Ministério também divulgou os primeiros resultados de um paciente que recebeu o medicamento dentro da pesquisa. Segundo Padilha, ele perdeu seis quilos e relatou mudanças nos hábitos de vida. O resultado, no entanto, faz parte de um estudo ainda em andamento e não representa, por si só, uma conclusão sobre a eficácia da estratégia para toda a população.

Produção nacional e queda nos preços

O governo também trabalha para ampliar a produção nacional desses medicamentos e aumentar a concorrência no mercado. A estratégia começou com a convocação de empresas nacionais e internacionais para apresentar projetos de produção de medicamentos à base de semaglutida.

Segundo o Ministério da Saúde, o país já conta com 14 produtos registrados nessa classe de medicamentos, e a ampliação da oferta contribuiu para a redução dos preços.

A pasta afirma que a produção nacional também busca ampliar o acesso à tecnologia e reduzir a dependência de produtos importados.

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