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Outubro Rosa: ginecologista Sarah Sanches alerta para sinais do câncer de mama

Especialista destaca a importância da mamografia, explica fatores de risco e orienta mulheres a manter os exames preventivos em dia.

Isabele Araujo - Hojemais Três Lagoas
14/10/26 às 09h30
(Foto: Arquivo Pessoal)

O Outubro Rosa é um período dedicado à conscientização sobre o câncer de mama e à importância do diagnóstico precoce. Em Três Lagoas, a ginecologista e obstetra  Sarah Sanches (CRM MS 13.439| CRM SP 216.846| RQE 8531) reforça que a prevenção, o acompanhamento médico e o conhecimento sobre o próprio corpo são fundamentais para aumentar as chances de tratamento e cura da doença.

Durante entrevista ao Grupo Agitta, a médica explicou que o câncer de mama está entre os tipos mais frequentes entre as mulheres e que existem protocolos de rastreamento capazes de identificar alterações antes mesmo do aparecimento dos sintomas.

“É um câncer que tem rastreamento, protocolos bem estabelecidos. Então, a gente consegue hoje fazer diagnóstico precoce, tem uma alta taxa de cura”, destacou.

Segundo Sarah, a campanha também é uma oportunidade para incentivar as mulheres a priorizarem a própria saúde e procurarem atendimento para realizar os exames recomendados.

A partir de qual idade fazer a mamografia?

A idade indicada para iniciar o rastreamento do câncer de mama pode variar conforme as recomendações adotadas. Durante a entrevista, Sarah explicou que o Ministério da Saúde recomenda o rastreamento de rotina a partir dos 50 anos, enquanto entidades médicas, como a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e a Sociedade Brasileira de Mastologia, orientam o início aos 40 anos para mulheres sem histórico familiar de alto risco.

A médica também ressaltou que mulheres com parentes de primeiro grau, como mãe ou irmã, que tiveram câncer de mama, principalmente antes dos 50 anos, podem precisar começar o acompanhamento mais cedo.

“Se você tiver um histórico familiar, principalmente de primeiro grau, de mãe ou irmã que tiveram câncer de mama, principalmente mais jovens, é um sinal de alerta”, explicou.

A orientação é que cada mulher converse com um profissional de saúde para avaliar seu histórico familiar e definir a estratégia de acompanhamento mais adequada.

Câncer de mama nem sempre apresenta caroço

Um dos pontos destacados pela ginecologista é que o surgimento de um nódulo não é o único sinal que merece atenção. Algumas alterações podem aparecer na pele ou no mamilo, mesmo sem a presença de um caroço palpável.

Entre os sinais de alerta estão:

  • Nódulo na mama ou na região da axila;
  • Saída de secreção pelo mamilo, principalmente quando contém sangue;
  • Inversão recente de um mamilo que antes era projetado para fora;
  • Alterações na pele da mama, como vermelhidão ou endurecimento;
  • Mudanças persistentes no aspecto das mamas.

A médica reforça que a mamografia tem justamente o objetivo de identificar alterações suspeitas antes que os sintomas apareçam. Por isso, não é recomendado esperar perceber alguma mudança para procurar o rastreamento indicado para a idade e o perfil de risco.

(Foto: Freepik)

Estilo de vida também influencia o risco

Além da predisposição genética, hábitos adotados ao longo da vida podem influenciar o risco de desenvolver câncer de mama.

De acordo com Sarah, fatores como tabagismo, obesidade e alimentação pouco nutritiva merecem atenção. A prática regular de atividade física e a amamentação, por outro lado, estão associadas à redução do risco.

A especialista destacou ainda que a maioria dos casos não está necessariamente relacionada a um fator genético identificado, o que reforça a importância dos cuidados preventivos mesmo entre mulheres sem histórico da doença na família.

Embora alguns fatores não possam ser modificados, mudanças nos hábitos e acompanhamento médico adequado podem contribuir para a saúde e o bem-estar.

Medo de descobrir a doença não deve adiar os exames

Para a ginecologista, o receio de receber um diagnóstico não deve impedir as mulheres de procurar atendimento. A identificação precoce pode aumentar as chances de cura e, em determinados casos, permitir tratamentos menos invasivos.

“Medo a gente tem que ter de descobrir uma doença tarde demais. Se tem uma doença tão prevalente e tão grave que tem rastreamento, ou seja, tem um jeito de a gente descobrir cedo, é o que mais importa”, afirmou.

Sarah também lembra que a prevenção da saúde feminina não se limita à mamografia. As consultas ginecológicas permitem avaliar outras necessidades, definir os exames indicados para cada mulher e esclarecer dúvidas sobre o próprio corpo.

Durante o Outubro Rosa, campanhas e ações de saúde podem facilitar o acesso aos serviços, inclusive pela rede pública. A médica recomenda aproveitar o período para verificar quais exames estão pendentes e organizar o acompanhamento.

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