(Foto: Arquivo Pessoal)
O
Outubro Rosa
é um período dedicado à conscientização sobre o câncer de mama e à importância do diagnóstico precoce. Em Três Lagoas, a ginecologista e obstetra
Sarah Sanches
(CRM MS 13.439| CRM SP 216.846| RQE 8531)
reforça que a prevenção, o acompanhamento médico e o conhecimento sobre o próprio corpo são fundamentais para aumentar as chances de tratamento e cura da doença.
Durante entrevista ao Grupo Agitta, a médica explicou que o câncer de mama está entre os tipos mais frequentes entre as mulheres e que existem protocolos de rastreamento capazes de identificar alterações antes mesmo do aparecimento dos sintomas.
“É um câncer que tem rastreamento, protocolos bem estabelecidos. Então, a gente consegue hoje fazer diagnóstico precoce, tem uma alta taxa de cura”, destacou.
Segundo Sarah, a campanha também é uma oportunidade para incentivar as mulheres a priorizarem a própria saúde e procurarem atendimento para realizar os exames recomendados.
A partir de qual idade fazer a mamografia?
A idade indicada para iniciar o rastreamento do câncer de mama pode variar conforme as recomendações adotadas. Durante a entrevista, Sarah explicou que o
Ministério da Saúde
recomenda o rastreamento de rotina a partir dos 50 anos, enquanto entidades médicas, como a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e a Sociedade Brasileira de Mastologia, orientam o início aos
40 anos
para mulheres sem histórico familiar de alto risco.
A médica também ressaltou que mulheres com parentes de primeiro grau, como mãe ou irmã, que tiveram câncer de mama, principalmente antes dos 50 anos, podem precisar começar o acompanhamento mais cedo.
“Se você tiver um histórico familiar, principalmente de primeiro grau, de mãe ou irmã que tiveram câncer de mama, principalmente mais jovens, é um sinal de alerta”, explicou.
A orientação é que cada mulher converse com um profissional de saúde para avaliar seu histórico familiar e definir a estratégia de acompanhamento mais adequada.
Câncer de mama nem sempre apresenta caroço
Um dos pontos destacados pela ginecologista é que o surgimento de um nódulo não é o único sinal que merece atenção. Algumas alterações podem aparecer na pele ou no mamilo, mesmo sem a presença de um caroço palpável.
Entre os sinais de alerta estão:
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Nódulo na mama ou na região da axila;
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Saída de secreção pelo mamilo, principalmente quando contém sangue;
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Inversão recente de um mamilo que antes era projetado para fora;
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Alterações na pele da mama, como vermelhidão ou endurecimento;
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Mudanças persistentes no aspecto das mamas.
A médica reforça que a mamografia tem justamente o objetivo de identificar
alterações suspeitas
antes que os sintomas apareçam. Por isso, não é recomendado esperar perceber alguma mudança para procurar o rastreamento indicado para a idade e o perfil de risco.
Estilo de vida também influencia o risco
Além da predisposição genética, hábitos adotados ao longo da vida podem influenciar o risco de desenvolver câncer de mama.
De acordo com Sarah, fatores como
tabagismo, obesidade e alimentação pouco nutritiva
merecem atenção. A prática regular de atividade física e a amamentação, por outro lado, estão associadas à redução do risco.
A especialista destacou ainda que a maioria dos casos não está necessariamente relacionada a um fator genético identificado, o que reforça a importância dos cuidados preventivos mesmo entre mulheres sem histórico da doença na família.
Embora alguns fatores não possam ser modificados, mudanças nos hábitos e acompanhamento médico adequado podem contribuir para a saúde e o bem-estar.
Medo de descobrir a doença não deve adiar os exames
Para a ginecologista, o receio de receber um diagnóstico não deve impedir as mulheres de procurar atendimento. A
identificação precoce
pode aumentar as chances de cura e, em determinados casos, permitir tratamentos menos invasivos.
“Medo a gente tem que ter de descobrir uma doença tarde demais. Se tem uma doença tão prevalente e tão grave que tem rastreamento, ou seja, tem um jeito de a gente descobrir cedo, é o que mais importa”, afirmou.
Sarah também lembra que a prevenção da saúde feminina não se limita à mamografia. As consultas ginecológicas permitem avaliar outras necessidades, definir os exames indicados para cada mulher e esclarecer dúvidas sobre o próprio corpo.
Durante o Outubro Rosa, campanhas e ações de saúde podem facilitar o acesso aos serviços, inclusive pela rede pública. A médica recomenda aproveitar o período para verificar quais exames estão pendentes e organizar o acompanhamento.