As canetas emagrecedoras já foram utilizadas por 14,1% dos consumidores que comem fora de casa em Campo Grande , segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS . O estudo também identificou uma diferença significativa entre homens e mulheres: 19,2% das entrevistadas disseram usar ou já ter usado os medicamentos para emagrecer ou controlar o peso, enquanto o índice entre os homens ficou em 9,1% .
A pesquisa ouviu 1.087 pessoas nas sete regiões urbanas da Capital, entre 24 de agosto e 2 de setembro , com o objetivo de avaliar como o avanço desses medicamentos está relacionado aos hábitos alimentares de quem costuma fazer refeições fora de casa.
Uso das canetas varia conforme a renda
O levantamento também apontou diferenças de acordo com a renda familiar.
Entre os entrevistados com rendimento domiciliar de até três salários mínimos , 11,1% relataram uso atual ou anterior das canetas emagrecedoras.
Já entre aqueles com renda acima de dez salários mínimos , o percentual chegou a 22% , o dobro do registrado entre os consumidores de menor renda.
Menor fome e porções reduzidas
A principal mudança relatada pelos usuários está relacionada ao apetite . Entre as pessoas que utilizam ou já utilizaram os medicamentos, 91,5% disseram sentir menos fome , enquanto 87,7% passaram a preferir porções menores .
Entre os consumidores que nunca utilizaram as canetas, 43,9% também afirmaram preferir pratos menores.
Os efeitos percebidos também apareceram na composição das refeições. Entre os usuários, 43,1% afirmaram comer menos desde que começaram a utilizar os medicamentos.
Além disso:
- 30,7% aumentaram a presença de proteínas no prato;
- 28,1% passaram a consumir mais vegetais e saladas;
- 25,5% reduziram o consumo de doces e sobremesas.
Consumidores continuam frequentando restaurantes
Apesar da redução do apetite, a utilização das canetas para emagrecer não fez a maioria dos entrevistados abandonar as refeições fora de casa.
Entre os usuários, 41,2% mantiveram a mesma frequência em restaurantes e estabelecimentos semelhantes. Outros 21,6% passaram a sair mais para comer .
Somados, os dois grupos representam 62,8% dos usuários que mantiveram ou aumentaram o hábito de fazer refeições fora de casa.
Saúde ganha espaço na escolha dos alimentos
A pesquisa também identificou mudanças nos critérios utilizados para escolher o que comer.
Entre quem usa ou já utilizou as canetas, 47,7% apontaram o equilíbrio entre prazer e saúde como fator de escolha. Entre os demais consumidores, o percentual foi de 31,6% .
O preço foi considerado decisivo por apenas 1,3% dos usuários dos medicamentos, enquanto entre aqueles que nunca utilizaram as canetas o índice chegou a 11,1% .
Mudanças continuam após o tratamento
Os efeitos sobre os hábitos alimentares também permaneceram entre parte dos consumidores que já interromperam o uso das canetas.
Entre os 69 ex-usuários identificados pela pesquisa, 27,5% afirmaram manter praticamente todos os novos hábitos alimentares , enquanto 36,2% conservaram parte das mudanças .
Considerando todos os entrevistados, 85,6% avaliaram que a busca por uma alimentação mais saudável fora de casa representa uma mudança permanente . Para 6,3% , essa mudança seria passageira.
Os dados mostram como a expansão do uso de canetas emagrecedoras está acompanhada de alterações no apetite, no tamanho das porções e nas escolhas alimentares entre consumidores de Campo Grande.
