A hanseníase, ou lepra como conhecida antigamente, é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen, que foi descoberta em 1873, sendo considerada uma das doenças mais antigas, com registro de casos há mais de 4000 anos, na China, Egito e Índia. Apesar dos avanços técnicos e científicos, todos os anos a doença faz milhares de vítimas.
Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos 10 anos foram registrados 312 mil novos casos no Brasil, o que coloca o país na segunda posição no ranking mundial da doença, atrás da Índia. Diante desse cenário, a Sociedade Brasileira de Dermatologia lançou a campanha: Janeiro Roxo, visando a conscientização e prevenção sobre a doença.
A doença tem cura, mas quando não tratada pode deixar sequelas, como perda de força e falta de sensibilidade. Mas afinal, você sabe como ocorre a transmissão? Quais são os sintomas e as formas de tratamento? - Para falar sobre o assunto, o Portal Hojemais conversou com a dermatologista
Dra. Maria Angélica Gorga (CRM:1947/ RQE:1035
), que esclareceu essas e outras dúvidas. Confira!
Dermatologista Dra. Maria Angélica Gorga (CRM:1947/ RQE:1035).
Como a hanseníase é transmitida?
De acordo com a dermatologista, na grande maioria dos casos a transmissão se dá pela convivência muito próxima e prolongada com um paciente enfermo em fase transmissora, ou seja, quando ele não está em tratamento. Destaca-se que essa contaminação pode ocorrer por meio do espirro, tosse, gotículas de saliva ou secreções do nariz. Tocar a pele do paciente não ocasiona a transmissão.
“O tempo entre a aquisição da doença e manifestação dos sintomas, varia de seis a cinco anos e a maneira como ela irá se manifestar vai de acordo com a genética de cada pessoa. Contudo, existem alguns sintomas bem característicos, dentre manchas mais claras, vermelhas ou mais escuras na pele, que são pouco visíveis e com limites imprecisos, com alteração da sensibilidade no local associado à perda de pelos e ausência de transpiração. Quando a doença acomete um nervo, os pacientes relatam quadros como dormência, perda de tônus muscular e retrações dos dedos, com desenvolvimento de incapacidades físicas. Em fases mais avançadas da doença, podem aparecer caroços e/ou inchaços nas partes mais frias do corpo, como orelhas, mãos, cotovelos e pés” – explica a dermatologista.
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Apesar dos números apresentados pela doença, é importante frisar que existe cura para a hanseníase, o qual é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde – SUS. Quando a doença é diagnosticada em fase inicial, o tratamento pode durar cerca de seis meses, e em casos mais avançados esse tempo pode ser prolongado por um ano.
O tratamento é feito por meio de medicação, e quando realizado de forma correta ele é eficaz e traz a cura para a doença.
“Depois da primeira dose da medicação não há mais risco de transmissão durante o tratamento e o paciente pode conviver tranquilamente em meio a sociedade, podendo levar uma vida normal” – acrescenta.
Segundo a dermatologista, a prevenção ocorre por meio da prática de hábitos saudáveis, que ocorre com alimentação adequada, não ingestão exagerada de álcool e prática de atividades físicas associada a condições de higiene.
“Embora não exista uma vacina específica para prevenção da hanseníase, hoje é aplicada ainda no nascimento a vacina BCG, contra a tuberculose, sendo uma excelente aliada da prevenção, pois melhora a resposta imunológica quando aplicada. Além disso, é importante estar atento aos sintomas, pois quanto antes o diagnóstico associado ao tratamento, menor será o risco de transmissão” – finalizou a médica.
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