De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que cerca de 130 milhões de crianças no mundo tenham algum tipo de cardiopatia congênita, e só no Brasil uma em cada 100 crianças nascidas apresentam o quadro que se caracteriza como uma má formação no coração, condição essa que segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, é a terceira maior causa de mortalidade infantil em todo o país.
Diante desse cenário, o Portal Hojemais conversou com os médicos cardiologistas da Clínica Vitalcor Três Lagoas, Dra. Vanessa Calil Calandrin (CRM/MS 6602 – RQE 5224/ ecocardiografista RQE 6708) e o Dr. Ulisses Calandrin (CRM/MS 6601 – RQE 5089), que se aprofundaram no assunto e esclareceram algumas dúvidas em relação à doença. Confira!
Segundo os especialistas, a cardiopatia congênita surge nas primeiras 8 semanas de gestação, quando se forma o coração do bebê, causando a insuficiência circulatória e respiratória, aspecto esse que pode comprometer a qualidade de vida dos pequenos.
“As taxas de óbito em decorrência da doença são altas no Brasil, e o diagnóstico precoce é fundamental para que a criança receba o atendimento correto e no tempo necessário, sendo essa uma das maioress chances de reversão do quadro” – explicaram.
Ainda de acordo com os médicos, por mais que a doença se apresente nas primeiras semanas de vida é comum também um diagnóstico mais tardio, inclusive na fase adulta.
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"Bom, quando falamos na causa da cardiopatia, é importante frisarmos que a doença apresenta uma série de fatores que podem desencadear o quadro, como algumas condições maternas, entre diabetes mellitus, hipertensão, lúpus, infecções como a rubéola, sífilis, uso de medicamentos, drogas e histórico familiar, isso porque pais e mães que são portadores de cardiopatias congênitas apresentam uma chance duas vezes maior de gerar um bebê com a mesma doença" - afirmaram.
Como diagnosticar as cardiopatias?
De acordo com os cardiologistas, muitas mães só descobrem que o bebê possui o problema após o nascimento, quando o Teste do Coraçãozinho é realizado. Entretanto, o diagnóstico pode ser feito ainda na gestação por meio do ecocardiograma fetal, único exame capaz de detectar uma cardiopatia congênita enquanto o bebê ainda está na barriga da mãe, feito entre 21 e 28 semanas de gestação.
“Esse exame não está incluso no protocolo do pré-natal, sendo solicitado apenas em casos de histórico familiar. Portanto, é muito importante o acompanhamento médico especializado nesse período, pois é esse profissional quem vai auxiliar as mamães e solicitar exames específicos caso identificado sinais da condição. Lembrando também que ultrassom morfológico pode apontar indícios de cardiopatia” – acrescentaram.
Para finalizar, os médicos enfatizaram que é possível sim uma criança ter uma vida normal após o diagnóstico, e em alguns casos ainda existem chances de cura. Entretanto, tudo isso vai depender da agilidade no diagnóstico e no tratamento, que deve ser feito de maneira adequada e por profissionais que tenham qualificação na área.
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