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Dra. Maria Angélica Gorga

Dermatologista Maria Angélica fala sobre a alopecia areata, doença que afeta a atriz Jada Smith

A doença foi foco de holofotes durante a cerimônia do Oscar 2022, após Will Smith dar um tapa no rosto de Chris Rock que fez uma “piada” com o visual da atriz que se encontra careca em decorrência da doença autoimune.

Julia Rafaela  - Hojemais Três Lagoas 
29/03/22 às 15h23

A cerimônia do Oscar que ocorreu no último domingo (27) em Los Angeles, é a premiação mais glamourosa e mais importante do cinema mundial. Uma noite marcada por flashes, looks estonteantes que desfilam pelo tapete vermelho, tendências e expectativas em relação aos melhores do ano nas categorias de premiação. 

Nesse ano de 2022, a cerimônia foi um pouco diferente e aos 45 do segundo tempo o Oscar ficou “marcado” por uma das maiores polêmicas da celebração, após Will Smith dar um tapa no rosto de Chris Rock. 

O episódio aconteceu depois do comediante fazer um comentário infeliz denominado como “piada” para falar sobre o visual de Jada Pinkett Smith, apresentadora, atriz, cantora e esposa do Will, que recentemente optou por raspar a cabeça devido uma doença autoimune: a alopecia areata. A luta da atriz contra a doença ocorre há 4 anos e segundo Jada, a decisão de raspar a cabeça foi inspirada e incentivada pela filha do casal, com objetivo de não esconder mais as falhas no cabelo. 

Mas afinal, você sabe o que é a alopecia areata? Sabe porque ela ocorre e quais são as formas de tratamento? – Se a resposta foi não, então continue a leitura para conferir um bate papo completo com a dermatologista Dra. Maria Angélica Gorga (CRM:1947/ RQE:1035), que esclareceu essas e outras dúvidas em relação à doença! 

O que é a alopecia areata? 

Segundo a dermatologista, a alopecia areata é uma doença inflamatória que provoca a queda de cabelo, motivada por uma série de fatores, dentre genética e a participação autoimune, ou seja, quando o sistema imunológico ataca as células saudáveis do próprio corpo. 

“A alopecia pode se manifestar de diferentes formas. O mais comum são as falhas circulares na cabeça, mas existem os casos raros onde o paciente perde todo o cabelo, e na areata universal, ocorre a queda dos pelos do corpo” – explica a médica. 

A dermatologista explica que fatores emocionais, traumas físicos e quadros infecciosos podem desencadear ou agravar o quadro, e sua evolução não é previsível.  

Mesmo em casos de queda acentuada o cabelo pode voltar a crescer, isso porque a doença não destrói os folículos pilosos, apenas os mantêm inativos pela inflamação. Entretanto, se houver novos surtos o cabelo volta a cair.

Dra, quais os sintomas da alopecia areata? 

Gorga explica que o único sintoma da doença é a queda acentuada de cabelo, com áreas arredondadas, únicas ou múltiplas, sem demais alterações. A região onde ocorre a queda tende a ser lisa e brilhante e os pelos ao redor da região podem ser facilmente removidos se puxados. Quando os cabelos retomam o crescimento, eles podem ser brancos e depois adquirir a coloração natural. 

“Alguns pacientes podem ser acometidos por outras doenças autoimunes como vitiligo, problemas da tireoide e lúpus eritematoso, por exemplo. Nesse contexto, é importante o monitoramento com exames de sangue”

No que tange os sintomas, a médica afirma que o maior dano é psicológico, pois a queda acentuada de cabelo muitas vezes interfere na rotina diária e muitos pacientes passam a sofrer com os problemas de autoestima.

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Como é feito o tratamento da alopecia areata? 

Hoje, a área dermatológica é amparada por diversos tratamentos, entretanto, o melhor método deve ser definido pelo médico dermatologista em conjunto com o paciente, com o objetivo de controlar a doença, reduzir as falhas e evitar que novas surjam. 

Os tratamentos estimulam o folículo a produzir cabelo novamente, e precisam continuar até que a doença desapareça. 

“Medicamentos tópicos como minoxidil, corticoides e antralina podem ser associados a tratamentos mais agressivos como sensibilizantes (difenciprona) ou metotrexate. Corticóides injetáveis podem ser usados em áreas bem delimitadas do couro cabeludo ou do corpo” – detalha. 

Por fim, a dermatologista explica que não existem formas de prevenção, isso porque as causas da alopecia ainda são desconhecidas, no entanto, ter conhecimento sobre a doença é de extrema importância pois isso evita o preconceito e ainda possibilita o apoio emocional a pacientes que enfrentam o quadro. 

Sofre com alopecia areata ou conhece alguém acometido pela doença que precisa de ajuda médica? Então clique no botão abaixo e agende uma consulta com a dermatologista Dra. Maria Angélica Gorga! 

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Dermatologista com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, A Dra Maria Angélica Gorga atua em dermatologia clínica, cirurgias dermatológicas e procedimentos estéticos. Possui sólida formação e é professora conceituada do curso de medicina na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Aliando conhecimento, ampla experiência e tecnologia de ponta, disponibiliza o que há de mais inovador e eficiente em tratamentos dermatológicos, visando os melhores resultados para os seus pacientes. Com mais de 30 anos de experiência e em constante atualização, a Dra Maria Angélica é hoje uma referência em atendimento de qualidade em Três Lagoas.

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