A doença de Chagas é causada pelo inseto barbeiro, conhecido cientificamente como Triatoma infestans, e transmitida pelo parasita Trypanosoma cruzi encontrado especialmente neste inseto. O parasita entra no organismo pela picada do inseto que deposita suas fezes no local causando coceira. Quando a pele é tocada, as fezes caem na corrente sanguínea infectando a pessoa.
Mas, recentemente um estudo brasileiro divulgou que existem outras formas de ser infectado pela doença, como ingerir açaí ou cana de açúcar contaminado - o inseto pode acabar sendo triturado junto caso a higiene não seja feita corretamente. Outras formas de contágio são por meio de transfusão de sangue ou transplantes de órgãos.
No Brasil, as regiões com maior incidência de casos da doença é na Amazônia, centro Oeste e Minas Gerais. Porém, hoje, aqui no país a situação está bem controlada pelos cuidados do sistema de controle químico da doença.
Sua relação com o coração existe quando o parasita cai na corrente sanguínea, afetando o coração, gânglios, baço, intestino e esôfago. Quando o paciente já está na fase crônica (que pode levar de 20 a 30 anos para se desenvolver), a doença pode acabar destruindo a musculatura e flacidez do coração causando Cardite Chagásica (aumento de tamanho do órgão), uma lesão irreversível que pode ser fatal. Por isso, é importante realizar ao menos 1 vez ao ano um check-up cardiológico para identificar a doença o quanto antes caso ela venha a existir.
De início ela pode ser assintomática, ou seja, não existe sintoma aparente. Em outros casos a doença pode aparecer com febre, mal estar, inchaço em um dos olhos, inchaço no fígado, fadiga, dor de cabeça, náuseas, vômitos, dores no corpo e diarréias.
A doença de chagas tem dois estágios: o agudo e o crônico. Os sintomas primeiramente citados são da doença em fase aguda. Já na crônica, os sintomas consistem em constipação, problemas digestivos, dores abdominais, dificuldades de engolir, insuficiência e arritmia cardíaca.
O diagnóstico geralmente é realizado por meio de exames de raio-x, sorologia para chagas, eletrocardiograma, ecocardiograma e endoscopia.
O tratamento para a fase aguda é feito com o uso de medicamentos e pode levar a eliminação do parasita, mas na crônica os medicamentos ajudam apenas a controlar a doença para que o caso não evolua.
Especialistas alertam que a prevenção é muito importante, pois a doença pode levar à morte caso não tratada - principalmente se for em nível crônico. Veja algumas medidas para prevenir a doença de chagas:
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Usar repelentes;
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Camisetas longas, calças e botas quando for realizar atividades de pesca;
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Mosquiteiros e telas metálicas em casas no campo ou em regiões propícias ao aparecimento do inseto.
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Ingerir alimentos com higiene comprovada e registradas pelos órgãos de vigilância.
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