Dentro dos consultórios dermatológicos, os fios de PDO têm ganhado uma aderência crescente, que pode ser explicada pela facilidade em estimular o colágeno, substância responsável por melhorar a qualidade da pele. Os fios são produzidos com um material biocompatível, utilizado na medicina há mais de 30 anos em fios de sutura de cirurgias.
Segundo a
dermatologista Dra. Maria Angélica Gorga (CRM:1947/ RQE:1035)
, os fios são completamente absorvíveis pelo organismo, característica que permite a estimulação na produção de colágeno e fibras elásticas, aumentando a nutrição dos tecidos. Por melhorar a qualidade da pele com tamanha intensidade, os fios de PDO são utilizados dentro dos consultórios dermatológicos para tratar rugas e flacidez.
“Mas doutora, e o ácido hialurônico? Como ele funciona?”
– Gorga explica que quando o assunto é tratamentos de pele, o ácido hialurônico é um procedimento popular e muito utilizado, com efeitos semelhantes aos fios de PDO, ideal para reduzir e minimizar os sinais de envelhecimento.
O poder hidratante do ácido hialurônico está relacionado a sua capacidade de reter grandes volumes de água, conferindo um ar de vigor, juventude e saúde para a pele. Dentre os procedimentos onde a substância é a matéria-prima, estão os preenchimentos de bolsas na região dos olhos, de vincos e rugas, e os preenchimentos para repor volume na face e tratar a flacidez. O ácido também está presente em dermocosméticos, como séruns, cremes e protetor solar.
Diante desse cenário de benefícios, a dermatologista explica que durante as consultas é comum perguntas como
“Doutora, qual tratamento é melhor? Fios de PDO ou ácido hialurônico?
A médica diz que esse foi um dos temas mais discutidos no
IMCAS 2022
, um dos maiores congressos dermatológicos que ocorre todos os anos em Paris e onde a dermatologista esteve presente no início deste mês.
Mediante todas as palestras e discussões, foi constatado que a melhor alternativa é a associação dos tratamentos.
“O ideal é reposicionar os tecidos com os fios de sustentação PDO ou para estímulo de colágeno em regiões mais delicadas como as pálpebras, onde não cabem o uso do ácido. Os fios também podem ser utilizados na região do pescoço para fazer um lift e na sequência podemos complementar o tratamento com ácido hialurônico, fazendo um pequeno refinamento e preenchimentos nas regiões dos sugos, no aumento do queixo, marcando a mandíbula, na região da olheira. Contudo, o mais correto hoje é complementar os tratamentos” – explicou a dermatologista.
A dermatologista explicou que a associação é uma excelente alternativa, mas apesar dos resultados, ambos os procedimentos devem ser aplicados em regiões diferentes do rosto. No caso dos fios de sustentação, por exemplo, eles podem ser aplicados em áreas próximas às sobrancelhas e aos olhos, ao contrário dos preenchedores de ácido hialurônico. É possível utilizar um pouco de cada técnica, a fim de evitar excessos e obter os melhores resultados.
Na dúvida consulte um dermatologista especializado!
Para a Gorga, apesar da combinação dos procedimentos ser uma técnica vantajosa para o rejuvenescimento da pele, é preciso sempre ouvir uma opinião médica, pois é esse profissional quem irá avaliar as necessidades individuais de cada paciente, orientando sobre o melhor tratamento, devolvendo a jovialidade de forma natural e respeitando as características individuais de cada paciente.
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