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Dra. Maria Angélica Gorga

Janeiro Roxo: Dermatologista Maria Angélica aborda a prevenção e tratamento da hanseníase

O mês de janeiro é dedicado para a campanha do Janeiro Roxo, com objetivo de alertar sobre a importância do diagnóstico e o tratamento da hanseníase, doença infectocontagiosa crônica que causa pequenas manchas despigmentadas.

Isabele Araujo - Hojemais Três Lagoas
16/01/24 às 16h00

O mês de janeiro é dedicado para a campanha do Janeiro Roxo, com objetivo de alertar sobre a importância do diagnóstico e do tratamento da hanseníase, doença infectocontagiosa crônica que causa pequenas manchas despigmentadas na pele. A dermatologista Dra. Maria Angélica Gorga (CRM:1947 / RQE:1035), em entrevista ao “Hojecast”, abordou o assunto para a conscientização da sociedade. 

HOJECAST: O QUE É HANSENÍASE E QUAL A ORIGEM DESSE NOME? 

Segundo a especialista em hanseníase, a doença leva esse nome em homenagem do médico Gerhard Hansen, responsável por identificar a bactéria causadora da infecção. Esse nome é utilizado apenas no Brasil, enquanto os demais países ainda chamam de lepra. 

“Três Lagoas foi por muito tempo uma região endêmica de hanseníase, mas com as campanhas e métodos de prevenção e tratamento, foi possível mudar essa realidade.” - comenta. 

HOJECAST: COMO OCORRE O CONTÁGIO? 

O contágio ocorre pelo ar, mas a transmissão não acontece simplesmente pela proximidade física ou pela coabitação em um ambiente compartilhado com a pessoa infectada. Ela se desencadeia quando o indivíduo afetado não está sob tratamento e acumula uma elevada carga bacilar. Isso gera o aumento de bactérias no ambiente em que a pessoa mora e possibilita, assim, a transmissão da doença pelo ar para aqueles que convivem com ela.

“Quando um paciente testa positivo para hanseníase, após uma semana com a medicação correta, ele já não contamina mais o ambiente, sem ser necessário o isolamento ou como por exemplo, separar talheres e outros objetos, tendo em vista que nesse cenário a passoa não trasmite mais a doença” - expõe.

HOJECAST: QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS SINAIS DE CONTÁGIO? 

Um dos primeiros sinais na pele é a mancha prolongada por mais de 6 meses, que pode ficar branca ou avermelhada, a depender do organismo de cada pessoa. Essa mancha costuma ser dormente e apresenta alteração de sensibilidade. 

Quando um membro da família é diagnosticado com hanseníase, é aconselhável que as pessoas próximas busquem orientação médica e informações em unidades de saúde, isso porque a doença pode se manifestar até 5 anos depois do contágio.

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HOJECAST: COMO A DERMATOLOGIA DESEMPENHA SEU PAPEL NO DIAGNÓSTICO PRECOCE? 

“O dermatologista é capaz de fazer um diagnóstico preciso dos casos, mas, o médico clínico-geral tem propriedade para saber identificar a doença e instituir o tratamento da doença, se preciso encaminhar para os especialistas” - afirma. 

A dermatologia se encarrega de diagnosticar casos mais difíceis, conduzir o acompanhamento de casos graves e que demandam uma maior atenção, pelo seu conhecimento específico. 

HOJECAST: COMO A HANSENÍASE IMPACTA O BEM-ESTAR FÍSICO E SOCIAL? 

Apesar da evolução da intervenção médica, ainda há o estigma social e um certo medo da doença. Em alguns quadros, o paciente chega a desenvolver depressão e outros transtornos psicológicos, o que dificulta o tratamento da hanseníase e prejudica o sistema imunológico. Por isso também a importância de um acompanhamento multidisciplinar, com o auxílio de um psicológo caso o médico identifique a necessidade desse amparo ao paciente. 

HOJECAST: QUAIS SÃO OS TRATAMENTOS DISPONÍVEIS? 

O tratamento é padronizado no mundo inteiro e os medicamentos estão disponíveis apenas na rede pública de saúde. No início da doença e com poucas manchas, os pacientes devem tomar as medicações indicadas por seis meses. Já em casos com muitas manchas, o tratamento ocorre em um ano, apenas em casos extremos e graves esse acompanhamento pode durar até dois anos. 

“O diagnóstico precoce é melhor para facilitar a etapa do tratamento, a prevenção é sempre o melhor caminho. Busque ajuda de profissionais nos primeiros sinais notados e, se houver algum caso na família, é preciso procurar as unidades de saúde” - complementa. 

Confira a entrevista na íntegra: 

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Dermatologista com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, A Dra Maria Angélica Gorga atua em dermatologia clínica, cirurgias dermatológicas e procedimentos estéticos. Possui sólida formação e é professora conceituada do curso de medicina na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Aliando conhecimento, ampla experiência e tecnologia de ponta, disponibiliza o que há de mais inovador e eficiente em tratamentos dermatológicos, visando os melhores resultados para os seus pacientes. Com mais de 30 anos de experiência e em constante atualização, a Dra Maria Angélica é hoje uma referência em atendimento de qualidade em Três Lagoas.

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