Estima-se que entre 15 e 35% das mulheres brasileiras adultas sejam acometidas pelo melasma, caracterizado pelo surgimento de manchas escuras na pele, sobretudo na face, mas podendo acometer pescoço, braços e o colo.
Segundo a dermatologista Dra. Maria Angélica Gorga (CRM:1947 / RQE:1035), o melasma é uma condição que possui diversos fatores desencadeantes, dentre predisposição genética, exposição solar, alterações hormonais fisiopatológicas (alterações anormais no organismo durante as doenças) ou por uso de contraceptivos e até mesmo gravidez.
Para a médica, dentro do consultório o melasma está entre as principais queixas, e apesar de não haver uma cura existem tratamentos que ajudam a clarear as manchas, bem como o microagulhamento, técnica que tem apresentado os melhores resultados nos últimos anos quando o assunto é: tratamento do melasma.
Microagulhamento no tratamento do melasma
A dermatologista explica que o microagulhamento, também chamado de Indução Percutânea de Colágeno por Agulhas, pode ser realizado com rollers estéticos ou equipamentos automáticos com agulhas bem pequenas. Essas agulhas perfuram a camada da pele com o objetivo de estimular o colágeno e consequentemente tratar uma série de problemas cutâneos, como cicatrizes, acne, flacidez e até mesmo estrias.
A técnica é coadjuvante no tratamento ambulatorial em associação com outros procedimentos.
“Eu particularmente gosto de fazer o tratamento utilizando um aparelho semelhante a uma máquina de tatuagem com micro agulhas, chamada de microperfusão de medicamentos. O método permite associar o uso de medicamentos com o microagulhamento, com uma ação da pontura, responsável por melhorar os fatores de crescimento, parte vascular e o colágeno. No que tange os medicamentos, eles possuem uma ação clareadora, além de melhorar a textura da pele” – explica.
Mas afinal, o microagulhamento é a cura para o melasma?
Gorga esclarece que a afirmativa é incorreta, tendo em vista que até o momento não existe uma cura comprovada para a condição. Entretanto, o microagulhamento traz de fato uma melhora no clareamento, capaz de reduzir a pigmentação das manchas na pele, inclusive as de melasma.
Para a médica, o tratamento associado com outros procedimentos e dermocosméticos pode ainda acelerar a remoção das manchas.
“O tratamento do melasma não consiste apenas no microagulhamento, por isso é importante sempre buscar a opinião de um dermatologista especialista no assunto, pois os casos são individuais, isso significa que abordagem pode variar de acordo com o caso clínico e só o dermatologista pode indicar o melhor tratamento” – finaliza.
Saiba mais sobre o microagulhamento com a Dra. Maria Angélica Gorga
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