Na última semana, o Brasil tem enfrentado uma onda de calor e altas temperaturas, o que também atingiu Três Lagoas e região, ultrapassando os 40ºC. Nesse período, o consumo de energia bateu recordes, de acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a previsão é de que o mês de setembro termine com alta de 5,8% de aumento no consumo em relação ao mesmo período no ano passado.
Diante disso, além da dúvida do quanto será desembolsado para pagar as contas de luz, surgem alguns questionamentos sobre a geração de energia fotovoltaica. Ao Portal Hojemais, a BR4 Energia Solar explica como funciona essa produção e como ela é afetada durante temperaturas elevadas.
Segundo a equipe, com maior incidência solar, maior será a produção de energia solar. No entanto, pode haver uma pequena dificuldade de funcionamento em altas temperaturas.
“Não é um grande problema. Acontece que os painéis solares são um pouco afetados durante o calor extremo, o que pode torná-los menos eficientes e causar uma pequena queda de geração, mas os números não são tão expressivos” – esclarecem.
Isso porque as placas podem aquecer muito e impactar na conversão de luz solar em eletricidade. Os módulos se comportam dessa maneira e já é o tipo de oscilação esperada pelos especialistas, que não deve trazer preocupações.
Os painéis são preparados para atender as necessidades energéticas desde temperaturas baixíssimas, como -40ºC, até os 85ºC, então é apenas questão de aquecimento frequente das placas instaladas.
“É preciso informar os consumidores que não se trata de uma baixa performance, e sim todas as variáveis elétricas que podem surgir. Essas possibilidades dependem de fatores geográficos, localização das placas, os tipos de painéis e se há sistemas de resfriamento” – afirmam.
Nessa bolha de calor, a energia fotovoltaica é uma solução para redução de gastos com energia e, apesar de possíveis reduções, ainda produz em uma quantidade capaz de atender as demandas estabelecidas.
“As altas temperaturas exigem mais dos sistemas de ar condicionado e refrigeração, essa crescente demanda pode ser ajudada e atendida pela geração de energia solar e as placas fotovoltaicas” – concluem.