Quando pensamos na segurança de um veículo, não demora muito para logo vir à cabeça a palavra “freios”. Mas será que é suficiente?
No fim do século XIX, foi criado o freio a disco, um clássico presente nos veículos da década de 1950, e que representa uma grande evolução dos automóveis. Ele permitiu frenagens mais seguras e confiáveis, no entanto, por esse motivo, é preciso ficar atento aos sinais de desgaste das pastilhas de freio.
Numa bicicleta, por exemplo, quando você puxa a alavanca de freio, as sapatas de borracha são forçadas contra a roda por meio de um sistema de cabos, e a velocidade é reduzida até que ela pare totalmente.
No veículo, acontece algo bem parecido: quando o pedal de freio é pressionado, um sistema hidráulico empurra as pastilhas contra o disco, reduzindo a velocidade do automóvel.
O indicado é fazer a revisão das pastilhas de freio a cada 5.000 mil km rodados. Já entre 30 e 40.000 km é obrigatório trocar as pastilhas, pois elas já vão estar gastas. Uma boa dica é: se o seu freio de mão sobe muito ao ser puxado, é um sinal de alerta.
Modelos e Características
Atualmente, no mercado, encontramos quatro tipos de pastilhas de freios, para se encaixar no orçamento, no veículo e na necessidade de cada consumidor. A principal diferença em relação aos tipos de compostos usados se dá pela durabilidade das pastilhas, que, em alguns modelos, é bem maior.
Outro fator é a dissipação do calor gerado durante as frenagens, que influencia diretamente na eficiência do sistema de freio.
Pastilha orgânica
Esse é o modelo mais barato encontrado no mercado. Além do menor preço, as pastilhas de freio orgânicas também são muito boas em relação a ruídos, sendo muito mais silenciosas que os outros modelos disponíveis no mercado. Se você possui um veículo mais leve elas são uma boa opção.
Pastilha metálica
Essas pastilhas têm um desempenho superior quando comparadas ao modelo orgânico. Além disso, elas sofrem menos com desgastes, o que resulta em uma durabilidade bem maior. Elas são compostas por materiais bem mais rígidos — como latão, ferro ou alumínio.
Pastilha semimetálica
As pastilhas semimetálicas são uma tentativa de reduzir o custo das versões metálicas, sem perder o bom desempenho que esse modelo apresenta. O problema é que as pastilhas semimetálicas tendem a desgastar mais os discos de freio, especialmente pela presença de limalha de aço em sua composição.
Pastilhas de cerâmica
Essas são as pastilhas mais eficientes disponíveis no mercado. Elas são compostas de fibras cerâmicas, agentes de ligação e enchimentos não ferrosos. Elas são muito silenciosas e limpas, gerando menos pó conforme ocorre o desgaste. Além disso, são muito resistentes, sendo recomendadas, principalmente, em situações em que o freio será exigido constantemente.